[[legacy_image_297274]] A Polícia Federal aguarda o laudo do corpo encontrado dentro de um contêiner vazio, no Porto de Santos, na manhã desta quinta-feira (14), para que fiquem mais claros todos os detalhes envolvendo a morte. As evidências inicialmente encontradas pela perícia dão conta de que o cadáver, que já estava em avançado estado de decomposição, é do sexo masculino. “Vamos compatibilizar o momento da morte com o histórico de movimentação do contêiner para poder definir também o local provável do ocorrido”, afirma o delegado da Polícia Federal Edson Patricio do Nascimento. O inquérito federal tem prazo inicial de 15 dias para conclusão e pode ser prorrogado por mais 15, a depender das necessidades da investigação. Ainda sem o documento em mãos, a Polícia Federal trabalha com duas possibilidades iniciais: a de se tratar de um imigrante que estava tentando sair de seu país ou que o corpo tenha sido colocado dentro do contêiner. Vale recordar que esse tipo de contentor só é fechado pelo lado externo. [[legacy_image_297275]] “Tendo a morte ocorrido em outro país, as evidências são encaminhadas para lá e a Polícia Federal permanece à disposição para que outras informações que sejam necessárias e possam subsidiar as autoridades do país em questão, inclusive, na identificação civil da pessoa para que os parentes possam ser informados”, explica o delegado. Caminho e condições O navio chegou em Santos no dia 10, após passar por Salvador (Bahia), e o contêiner foi escaneado quatro dias depois, quando deixava o terminal, atitude que é praxe, segundo a Alfândega. Ele veio do Porto de Tangier, no Marrocos, África. O contentor foi colocado em passagem pelo país africano, de acordo com informação oficial da empresa armadora e proprietária do equipamento. Ele é do tipo refrigerado e o mecanismo não estava acionado porque ele estava sem carga. [[legacy_image_297276]] “Não foram encontrados alimentos, água e condições mínimas de alguém sobreviver por um longo período, porque todos têm conhecimento de que essas viagens são muito longas. A pessoa não resistiria ficar naquele ambiente confinado, escuro, pouco ventilado e sem acesso à água e alimentação”, afirma Nascimento.