Cidade Proibida conta com dimensão monumental e preserva estruturas construídas entre os séculos 15 e 17 (Alexandre Lopes/AT) Poucas cidades no mundo conseguem traduzir de forma tão intensa o encontro entre passado e futuro quanto Pequim. Capital política, cultural e histórica da China, a cidade oferece ao visitante uma experiência marcada por contrastes grandiosos: de um lado, templos seculares, palácios imperiais e tradições preservadas há centenas de anos; do outro, avenidas monumentais, arquitetura futurista, tecnologia em larga escala e uma infraestrutura urbana que ajuda a explicar o avanço chinês nas últimas décadas. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Com mais de 22 milhões de habitantes e uma história que atravessa mais de três milênios, Pequim é hoje um dos destinos turísticos mais fascinantes do planeta — não apenas pela relevância histórica, mas pela capacidade de se reinventar sem romper completamente com suas origens. Antes mesmo do início oficial da Missão Internacional Porto & Mar 2026, a equipe de A Tribuna teve a oportunidade de conhecer de perto parte dessa grandiosidade. Ontem, nas ruas da capital chinesa, já era possível perceber como Pequim consegue unir, em uma mesma paisagem, referências históricas milenares e sinais evidentes de uma das mais aceleradas transformações urbanas do planeta. No centro dessa experiência está a Cidade Proibida, um dos maiores símbolos da China imperial. O complexo, que serviu de residência a imperadores durante quase cinco séculos, impressiona pela dimensão monumental, detalhes arquitetônicos e preservação de estruturas construídas entre os séculos 15 e 17. Cercado por muralhas e pátios gigantescos, o local ajuda a compreender o tamanho da influência política e cultural exercida pelas antigas dinastias chinesas. Ícones chineses Ao lado da Cidade Proibida está a Praça da Paz Celestial, conhecida mundialmente como Tiananmen. Com proporções gigantescas, o espaço reforça a escala monumental que marca a capital chinesa e funciona como um dos principais pontos de encontro entre história, política e turismo. A poucos quilômetros dali, outro ícone ajuda a transformar Pequim em um destino global: a Grande Muralha da China. Os trechos acessíveis a partir da capital estão entre os mais visitados do país e oferecem uma dimensão concreta da grandiosidade histórica chinesa. Construída ao longo de séculos como estrutura de defesa imperial, a muralha atravessa montanhas, vales e paisagens impressionantes, criando uma das experiências turísticas mais marcantes da Ásia. Muralha da China é procurada por turistas do mundo todo e pode ser acessada a partir da capital chinesa (Adobe Stock) Mas Pequim vai além de seus símbolos históricos. A cidade também se consolidou como uma vitrine da modernização chinesa. Um dos exemplos mais emblemáticos é o Estádio Nacional de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro, construído para os Jogos Olímpicos de 2008 e transformado em referência arquitetônica mundial. Ao lado dele, o Cubo d’Água reforça a identidade futurista de uma cidade que investiu pesadamente em mobilidade, tecnologia e renovação urbana. Infraestrutura Outro aspecto que chama atenção é a infraestrutura turística. O sistema de metrô da capital chinesa está entre os maiores e mais eficientes do mundo, permitindo deslocamentos rápidos entre atrações espalhadas por diferentes regiões da cidade. A rede hoteleira também acompanha a escala da metrópole, reunindo desde hotéis internacionais de luxo até hospedagens instaladas em construções históricas adaptadas. Pequim abriga ainda sete patrimônios mundiais reconhecidos pela Unesco — mais do que qualquer outra cidade do planeta. Além da Cidade Proibida, da Grande Muralha e do Templo do Céu, a lista inclui locais históricos como o Palácio de Verão e as Tumbas da Dinastia Ming. Igreja de São José de Wangfujing é a segunda mais antiga de Pequim; sua primeira versão é de 1655 (Alexandre Lopes/AT) Mais do que um destino turístico, Pequim oferece ao visitante a sensação de acompanhar, ao mesmo tempo, diferentes eras da história humana convivendo em um mesmo espaço. Em poucas horas, é possível sair de corredores imperiais construídos há séculos e chegar a centros tecnológicos que ajudam a definir tendências globais em inovação, mobilidade e desenvolvimento urbano. Parte da comitiva brasileira em Pequim: programação da Missão Internacional Porto & Mar 2026 tem início hoje (Divulgação) Passado é respeitado e ganha traços de modernidade A convivência entre tradição e modernidade aparece também no cotidiano. Em meio aos arranha-céus, linhas de metrô automatizadas e distritos tecnológicos, Pequim preserva espaços históricos que continuam vivos e integrados à rotina da população. O Templo do Céu talvez seja um dos exemplos mais simbólicos dessa conexão. Construído no século 15, o complexo era utilizado pelos imperadores em cerimônias relacionadas às colheitas e permanece como um dos patrimônios históricos mais importantes da China. Hoje, além do valor cultural, o local também funciona como espaço de convivência para moradores que praticam tai chi, dança, música e jogos tradicionais ao ar livre. Construído no século 15, Templo do Céu ocupa área de 2,7 milhões de metros quadrados e é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco (Adobe Stock) Os antigos hutongs — bairros formados por vielas estreitas e residências tradicionais — também ajudam a revelar uma Pequim mais intimista. Em contraste com as avenidas modernas e os centros comerciais futuristas, essas regiões preservam parte da essência histórica da cidade, com pequenos comércios, pátios internos e hábitos cotidianos que resistem às transformações urbanas. Gastronomia A gastronomia completa a experiência cultural. Pequim é reconhecida mundialmente pelo tradicional pato laqueado, prato que se tornou símbolo da culinária local e atrai turistas de diferentes países. Restaurantes especializados transformam a refeição em um ritual cuidadosamente elaborado, reforçando a importância da comida como elemento cultural na experiência chinesa. (Adobe Stock)