[[legacy_image_263972]] O navio que derramou óleo no mar foi liberado para a continuidade das operações no final da tarde desta terça-feira (2) no Porto de Santos. De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), após vistoria conjunta com equipes do Ibama e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a embarcação foi liberada. O vazamento de óleo mobilizou autoridades durante esta terça-feira (2). O navio Pride, de bandeira das Ilhas Marshall e que está atracado no terminal da Copersucar, localizado na Margem Direita do cais, derramou ao menos 200 litros de óleo. Segundo o Ibama, outros 150 litros permaneceram no navio, que estava com a barreira de contenção posicionada devido à ocorrência. O Ibama explica que também houve a limpeza do casco da embarcação, que está no porto santista para movimentação de açúcar a granel. De acordo com a APS, o derrame do bunker (óleo combustível de navios) ocorreu durante o abastecimento, por volta da 0h45 de terça-feira, no cais dos Armazéns 20/21, no Paquetá. Imediatamente, a empresa responsável pelo abastecimento iniciou o reforço da contenção, com a colocação de cercos preventivos e barreiras absorventes. À Reportagem, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) informa que foi acionada pela agência de navegação do Pride, a William Serviços Marítimos. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar as causas e possíveis responsáveis pelo acidente. A CPSP disponibiliza à população o telefone 185 para denúncias e emergências náuticas. Em nota, a Copersucar informa que “a responsabilidade pela contingência é exclusiva da empresa que faz o abastecimento da embarcação e do armador, não tendo qualquer relação direta com o ocorrido, não sendo para qualquer efeito parte contratante ou contratada nessa operação de recarga de combustível, que acontece em área pública”. Por sua vez, a Cetesb explica que segundo seus técnicos, do Setor de Atendimento a Emergências e da Agência Ambiental de Santos, duas vistorias foram realizadas, uma pela manhã e outra à tarde, percorrendo o estuário até as praias e em torno do navio. Elas verificaram "apenas pequenas manchas de óleo". Os resíduos do óleo vazado e recolhido, com uso de barreiras de contenção, bombas de sucção e mantas absorventes, "serão encaminhados para locais adequados, com orientação e acompanhamento da Agência Ambiental Paulista", como informou a Cetesb, em nota à Reportagem. O agente marítimo foi autuado para efetivar a limpeza da murada do cais e das defensas após a desatracação do navio.