[[legacy_image_307722]] O MSC Preziosa atraca na manhã deste domingo (29) no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, no Porto de Santos, abrindo a temporada de cruzeiros 2023/2024 na Baixada Santista, a mais longa das últimas duas décadas. O último transatlântico a deixar o maior porto do Brasil será o Costa Favolosa, em 3 de maio do ano que vem. O Concais, gestor do terminal marítimo santista, espera receber 917 mil passageiros nos próximos meses, entre embarque, desembarque e navios de trânsito. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O Porto de Santos receberá 15 navios de passageiros no ciclo 2023/2024, que farão 152 escalas ao longo da temporada. Desses, há sete embarcações regulares, sendo cinco da MSC Cruzeiros (Preziosa, Armonia, Grandiosa, Lirica e Seaview) e dois da Costa Cruzeiros (Diadema, Favolosa). Além de outros transatlânticos em trânsito. De acordo com o gerente de operações do Concais, Javier Humberto Carnevale, a perspectiva para a temporada é muito boa. “O terminal tem se preparado para atender os mais de 917 mil passageiros, realizando obras de infraestrutura e investimentos em equipamentos de segurança portuária, como câmeras, escâneres e raios X, proporcionando mais segurança também a armadores e tripulantes”. Entre as obras de infraestrutura citadas por Carnevale, está a ampliação do armazém de bagagens, que aumentou em 400 metros quadrados sua área alfandegada, como detalhou a empresa, em nota para A Tribuna. “A cobertura do armazém local de acesso público, onde os passageiros despacham as malas, teve um aumento de 700 metros quadrados, proporcionando mais conforto para o público. Com essa melhoria, foi alterado o acesso principal do Concais, que passará a ser realizado pela Portaria 6, ao lado da Praça da Santa, tanto para veículos como para pedestres”, informou o Concais. Em entrevista recente para A Tribuna, o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marco Ferraz, afirmou que seis em cada dez cruzeiristas passam pelo Porto de Santos durante a temporada, o que permite projeções econômicas otimistas, superando a marca de R\$ 1 bilhão. “Considerando que 60% dos passageiros (do mercado nacional) embarcam em Santos — embora tenha menos trânsito e muito embarque e desembarque —, o abastecimento de combustível de todos os navios que atracam em Santos, serviços de provisões, de retirada de lixo e taxas portuárias, podemos estimar um impacto econômico acima de R\$ 1 bilhão para a Baixada Santista e São Paulo também”. Conforme o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), Heitor Gonzalez, haverá entre três e quatro mil contratações temporárias neste fim de ano. “A Baixada Santista sempre é beneficiada pela temporada de cruzeiros e esperamos que esta seja ainda melhor. Temos muito a oferecer aos turistas em atrações culturais e gastronômicas. Vamos acelerar nossos cursos de qualificação para que possamos formar mais profissionais até o final do ano, treinando as pessoas para que fiquem aptas às vagas”. “Santos é uma cidade estratégica para a logística dos cruzeiros no País e recebe um volume cada vez maior de turistas de todo o Brasil para embarque e desembarque nos navios. Essa movimentação é importante para a cidade, pois gera impacto positivo na economia local”, declarou o prefeito Rogério Santos (Republicanos). Temporada nacional Com 195 dias ou quase sete meses de duração, a mais longa dos últimos anos, e uma oferta estimada em 877 mil leitos, a temporada de cruzeiros 2023/2024 deverá gerar um impacto de mais de R\$ 5 bilhões na economia nacional, segundo estima a Clia Brasil, com base em estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Até 7 de maio de 2024, Costa Diadema, Costa Fascinosa, Costa Favolosa, MSC Armonia, MSC Grandiosa, MSC Lirica, MSC Musica, MSC Preziosa e MSC Seaview formam o grupo de nove navios que partirão dos portos de Santos, Itajaí (SC), Maceió (AL), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), além do estreante Porto de Paranaguá (PR). Os transatlânticos percorrerão 212 roteiros, com 763 escalas. No total, serão 19 destinos: Angra dos Reis (RJ), Balneário Camboriú (SC), Búzios (RJ), Cabo Frio (RJ), Fortaleza (CE), Ilha Grande (RJ), Ilhabela (SP), Ilhéus (BA), Porto Belo (SC), Recife (PE), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu e Punta del Este (ambos no Uruguai) e os portos de embarque e desembarque, além da possibilidade de escalas-teste em Penha (SC) e em São Francisco do Sul (SC), e do trabalho de longo prazo para viabilizar outras cidades, como Vitória (ES). Com isso, o setor tem a expectativa de criar mais de 80 mil empregos no País de forma direta, indireta e induzida, motivado pelos gastos das companhias marítimas, dos cruzeiristas e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e visitadas. Isso beneficia setores como o comércio varejista, com despesa em restaurantes, compras, presentes, alimentos e bebidas, além do transporte antes e após a viagem, passeios turísticos, transporte nas cidades visitadas e hospedagem antes ou após o cruzeiro. Ferraz destacou ainda que o Brasil figura como rota de companhias marítimas internacionais, com 35 navios de longo curso que farão paradas em 45 destinos localizados em 15 estados brasileiros, como São Paulo, Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Rio Grande do Sul, entre outros.