Vista panorâmica da cidade de Pequim, com o histórico Portão de Zhengyangmen e a moderna Torre Citic (Adobe Stock) A Missão Internacional Porto & Mar 2026, promovida pelo Grupo Tribuna, começa neste domingo (24), na China, levando empresários, executivos e autoridades brasileiras a uma imersão em alguns dos ambientes mais avançados do mundo em logística, infraestrutura, inovação e tecnologia aplicada ao setor produtivo. Em dez dias, a delegação percorrerá Pequim, Xangai e Hong Kong em uma agenda que combina visitas técnicas, encontros institucionais e experiências voltadas à compreensão de modelos que ajudam a moldar o comércio global. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Mais do que uma viagem empresarial, a missão foi desenhada como uma plataforma de observação estratégica. Em um momento em que eficiência logística, inteligência artificial, automação e integração multimodal se tornaram fatores decisivos para a competitividade internacional, o grupo brasileiro buscará contato direto com soluções e estruturas que colocaram a China no centro das cadeias globais de produção e distribuição. A edição deste ano ocorre após a missão realizada nos Estados Unidos, em 2025, e amplia o olhar sobre os grandes ecossistemas mundiais de infraestrutura e desenvolvimento. Desta vez, o foco recai sobre um país que transformou tecnologia, escala industrial e planejamento logístico em instrumentos de expansão econômica e influência global. “Buscamos entender quais projetos vêm gerando resultados concretos e quais soluções têm se mostrado mais eficientes ao longo da cadeia produtiva, seja na agilidade operacional, na capacitação de pessoas, na sustentabilidade ou no ganho de eficiência”, explica o diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini. Primeira parada: Pequim A programação começa em Pequim, hoje, com a recepção oficial da delegação e um jantar de boas-vindas. A partir de amanhã, os participantes mergulham em agendas técnicas voltadas à inovação, inteligência artificial, mobilidade autônoma e transformação digital, incluindo visitas a centros tecnológicos e empresas ligadas ao desenvolvimento de soluções avançadas para cidades, indústria e logística. “Além da parte técnica, essas experiências também criam oportunidades importantes de troca de conhecimento entre empresários, executivos e gestores públicos. A China vive hoje um momento de forte avanço tecnológico e impressiona pela capacidade de escalar soluções em diferentes áreas da infraestrutura e da logística. Por isso, a expectativa para esta missão é muito grande”, complementa Roberto. Embora esteja distante do litoral, Pequim integra um dos mais importantes corredores logísticos chineses, conectada ao Porto de Tianjin — estrutura estratégica para abastecimento, exportação e circulação de cargas no norte do país. O modelo de integração regional adotado pela China é justamente um dos pontos que despertam interesse da delegação brasileira, especialmente em discussões relacionadas à eficiência operacional, conectividade e planejamento de longo prazo. A modernidade de Xangai Na sequência, a missão segue para Xangai, cidade que abriga o maior porto de contêineres do planeta e um dos maiores símbolos da capacidade logística chinesa. Ali, a delegação terá contato com estruturas ligadas à automação portuária, indústria pesada, engenharia naval e equipamentos utilizados em operações marítimas de grande escala. Xangai representa hoje muito mais do que um grande complexo portuário. A cidade consolidou-se como um ambiente em que porto, indústria, tecnologia e planejamento urbano operam de forma integrada — um conceito observado com atenção por representantes do setor brasileiro diante dos desafios de expansão, modernização e aumento de produtividade enfrentados pelos portos nacionais. “Esta missão representa uma oportunidade importante para empresários do setor portuário e também para autoridades conhecerem, de perto, alguns dos maiores portos do mundo e entenderem como tecnologia, infraestrutura e eficiência operacional vêm transformando a logística internacional”, pontua o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini. Porto de Xangai, o maior do mundo, se notabiliza pelo gigantismo nas operações e suas conexões globais (Adobe Stock) Hong Kong, hub financeiro O roteiro inclui ainda Hong Kong, um dos principais hubs financeiros e marítimos da Ásia. A cidade encerra a programação da missão com agendas voltadas à conectividade global, comércio internacional e integração logística, em um ambiente marcado pela intensa circulação de mercadorias, capital e serviços. “Estou com uma expectativa muito positiva para esta missão, principalmente pela oportunidade de conhecer de perto os portos, as novas tecnologias e os modelos de inovação desenvolvidos pela China. É um país que chama atenção pela capacidade de empreendedorismo, pela escala e pela velocidade com que transforma ideias em soluções práticas. Além das visitas técnicas, teremos um ambiente muito rico de networking e troca de experiências entre empresários de diferentes segmentos”, resume a diretora vice-presidente do Grupo Tribuna, Renata Santini Cypriano. A capacidade de abertura de mercado da China impressiona em todos os aspectos. O país superou nossas expectativas quando o assunto é desenvolvimento, inovação e eficiência logística. Iniciamos esta missão com grandes perspectivas de troca de conhecimento e de identificação de oportunidades que possam contribuir para o fortalecimento do setor portuário brasileiro”, afirmou o consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna, Maxwell Rodrigues. Última parada da Missão, Hong Kong impressiona pela circulação de pessoas, mercadorias e investimentos (Adobe Stock) Objetivo é gerar impacto para o Brasil Ao longo da viagem, a proposta da Missão Internacional Porto & Mar 2026 será aproximar lideranças brasileiras de experiências capazes de gerar impacto prático no país. O objetivo não é replicar modelos de maneira automática, mas ampliar repertório, identificar tendências e compreender como diferentes regiões estruturam soluções para temas como capacidade portuária, fluidez logística, inovação tecnológica e competitividade. A iniciativa ganha relevância especial para a Baixada Santista, sede do Porto de Santos — principal complexo portuário do Hemisfério Sul e peça central da economia brasileira. Em meio aos debates sobre expansão, infraestrutura, integração porto-cidade e modernização operacional, observar referências internacionais ajuda a enriquecer discussões que impactam diretamente o futuro do setor. A expectativa é que a missão produza não apenas conexões institucionais e oportunidades de negócios, mas também uma visão mais ampla sobre o papel estratégico dos portos em um cenário global cada vez mais dependente de tecnologia, velocidade e integração logística. “A China se consolidou como uma das maiores referências mundiais em logística, automa-ção e inteligência artificial, áreas que hoje impactam diretamente a eficiência e a competitividade do setor portuário. Nossa expectativa com a missão é conhecer soluções inovadoras, ampliar conexões e trazer referências que possam contribuir para acelerar o desenvolvimento e a modernização do Porto de Santos”, resume o diretor de Negócios do Grupo Tribuna, Demetrio Amono.