[[legacy_image_308581]] O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na tarde desta quarta-feira (1º), no Palácio do Planalto, um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo. O Porto de Santos está incluído. A duração vai de segunda-feira (6) até maio do próximo ano. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Além do Porto de Santos, também estão incluídos os do Rio de Janeiro e de Itaguaí, também no RJ. Os aeroportos são os de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). A intenção da medida é combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas com reforço na segurança por parte das Forças Armadas. "A atuação das Forças Armadas ocorrerá em articulação com a Polícia Federal", afirma o presidente, que acrescentou ainda que haverá um comitê de acompanhamento integrado das ações de segurança coordenado pelos ministros da Justiça, Flávio Dino, e da Defesa, José Mucio. Os dois também estavam presentes na cerimônia, além de Rui Costa, ministro da Casa Civil. Também acompanharam o evento os comandantes da Marinha, almirante Marcos Olsen; do Exército, general Tomás Paiva; e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno; e o diretor-geral da Polícia Federal, AndreiRodrigues. MinistrosO ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse nesta quarta-feira que o governo vai apresentar um projeto contra tráfico de drogas e contrabando para endurecer o monitoramento e a fiscalização nos portos e aeroportos. De acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino, as Forças Armadas poderão policiar e realizar outras atividades nesses locais. Os ministros falam em coletiva de imprensa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos para combater o crime organizado. De acordo com Dino, na próxima semana será feito acordo de cooperação para a Polícia Federal (PF) interagir com órgãos de segurança do Rio de Janeiro. De acordo com Dino, os "maiores especialistas no Brasil", que são policiais e militares, foram ouvidos para elaborar o plano. "Eu próprio fui ao Paraguai, que é país chave nessa integração", disse o ministro. Dino disse que a GLO anunciada é diferente das anteriores e que as polícias estaduais não serão substituídas. "A GLO anunciada incide sobre áreas federais, Lula não queria GLO em ruas e bairros", disse o ministro. Na semana passada, Lula havia descartado a possibilidade de decretar GLO para controlar a crise de segurança pública no Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, os dois eixos da operação de GLO em portos e aeroportos são tirar dinheiro do crime organizado e enfrentar a logística do crime contra o abastecimento de drogas e armas. Dino ainda disse que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, vai liderar um plano de modernização tecnológica para as Forças Armadas e polícias.