Fiscalização permanente: Capitania dos Portos de São Paulo tem área de jurisdição que abrange cerca de 150 municípios paulistas (Alexsander Ferraz/AT) A Baixada Santista concentrou a maioria dos acidentes no mar registrados pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) no primeiro trimestre deste ano no Estado. Dos 12 casos apurados entre janeiro e março na área de jurisdição da autoridade marítima, que abrange cerca de 150 municípios paulistas, dez ocorreram na região, o equivalente a 83,3% do total. No entanto, esse quadro indica queda em comparação às ocorrências confirmadas nos primeiros três meses de 2025. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Segundo a CPSP, foram registrados 17 casos, entre acidentes e fatos da navegação, entre janeiro e março de 2025. Desse total, 13 aconteceram na Baixada Santista. Na comparação ano a ano, houve queda de 29% no total de registros e de 23% nas ocorrências da região. Cidades Entre os municípios da Baixada, Guarujá liderou o número de casos nos três primeiros meses de 2026, com quatro registros. Na sequência aparecem Santos, com três ocorrências, Itanhaém, com duas, e São Vicente, com uma. Fora da região, os únicos acidentes registrados ocorreram em Cananéia, no Vale do Ribeira, e Ibiúna, no Interior paulista. No mesmo período de 2025, Santos liderou com cinco casos, seguida por São Vicente (4), Guarujá (3) e Bertioga (1). Os demais acidentes foram registrados em Nazaré Paulista, no Interior, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, Cananéia, no Vale do Ribeira, e na Represa de Itupararanga, localizada nos municípios de Ibiúna, Sorocaba e Votorantim. A Capitania informou ainda que houve redução nos acidentes com mortes. No primeiro trimestre deste ano, foi registrado um único acidente fatal em toda a área de cobertura da CPSP, sem registro na Baixada Santista. Já em igual período de 2025 foram duas ocorrências com vítimas fatais, sendo uma delas na região. De acordo com a autoridade marítima, entre os tipos de acidentes registrados estão abalroamentos, colisões, quedas de pessoas na água, incêndios, exposição ao risco à segurança da vida humana e ruptura de cabos. A maior ocorrência de mortes foi de queda de pessoa na água. Queda no país Segundo o quadro estatístico de Inquéritos Administrativos sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFNs) da Diretoria de Portos e Costas, da Marinha do Brasil, foram registradas 218 ocorrências (161 acidentes e 57 fatos), com 63 mortes, no primeiro trimestre do ano, em todo o País. O número é 74,1% menor do que o registrado no mesmo período de 2025: 842. No entanto, a área do 8º Distrito Naval, que abrange os estados de São Paulo e Paraná, concentrou o maior número de vítimas fatais nos primeiros três meses de 2026: 22. Apesar da queda nas ocorrências, houve aumento no pagamento de indenizações pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou suas Cargas (DPEM) no primeiro trimestre. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), foram pagos R\$ 1,3 milhão em indenizações contra R\$ 840,8 mil em igual período de 2025 no Brasil. São Paulo acompanhou o crescimento com R\$ 71,2 mil pagos em indenizações entre janeiro e março deste ano — 63,3% acima dos R\$ 43,6 mil pagos em igual período de 2025. O DPEM é um seguro obrigatório destinado a cobrir despesas médicas, invalidez permanente e morte decorrentes de acidentes envolvendo embarcações de diferentes portes e finalidades. É destinado a passageiros, tripulantes e terceiros atingidos por ocorrências na navegação. O presidente da Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Carlos Polizio, afirmou que os acidentes marítimos ou náuticos com vítimas fatais estão ligados a uma combinação de fatores. Entre eles, maior circulação de embarcações para lazer, pesca e transporte, o que amplia a exposição ao risco, “e também a falhas de segurança operacional, imprudência na condução, manutenção inadequada e deficiência no uso de equipamentos de proteção”.