Terminal da CLI, no Porto de Santos, fará parte do AD Ports Group, conglomerado dos Emirados Árabes (Alexsander Ferraz/AT) O AD Ports Group, conglomerado de logística controlado pelo fundo soberano ADQ, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, oficializou, na semana passada, a compra da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), que possui terminais nos portos de Santos e de Itaqui (MA). Segundo comunicado da empresa, a transação foi fechada por US\$ 835 milhões (cerca de R\$ 4,2 bilhões). Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! De acordo com o grupo árabe, trata-se da maior operação de fusão e aquisição já realizada pela companhia e marca sua entrada no mercado da América Latina. A aquisição foi negociada com a gestora australiana Macquarie Asset Management e o fundo IG4 Capital, atuais controladores da empresa brasileira. Pelos termos do acordo, o AD Ports Group passará a deter 100% da CLI Norte, que opera um terminal no Porto de Itaqui, e 80% da CLI Sul, no Porto de Santos. A CLI atua na movimentação de granéis agrícolas e opera terminais voltados principalmente às exportações de açúcar, soja e milho. No Porto de Santos, a empresa administra um dos principais terminais de exportação de açúcar do País. Já no Maranhão, mantém operações ligadas ao escoamento da produção agrícola pelo chamado Arco Norte, corredor logístico que vem ampliando sua participação nas exportações brasileiras de grãos. O fechamento definitivo da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de órgãos reguladores brasileiros. A expectativa é que o processo seja concluído no segundo semestre deste ano. Em 2025, a CLI movimentou 17 milhões de toneladas de cargas e registrou receita de US\$ 178 milhões, segundo dados divulgados pelo comprador. A empresa possui contratos de longo prazo para operação dos terminais e atende tradings, produtores e exportadores do setor agrícola. Em comunicado, o AD Ports Group informou que a atual equipe de gestão da CLI será mantida após a conclusão da operação. A compra amplia a presença internacional do conglomerado árabe, que já possui ativos portuários e logísticos na Europa, Oriente Médio, África e Ásia.