Webinar debate importância do manguezal

Encontro teve a participação de empresários, pesquisadores e especialistas, que discutiram ações ambientais no setor portuário

Terminais do Porto de Santos devem ser responsáveis pela preservação do manguezal no entorno do estuário e, também, unir esforços e recursos para a preservação do meio ambiente. A ideia é a criação de fundo específico para iniciativas deste tipo. Mas ainda é necessária muita articulação entre as instalações portuárias que atuam no complexo marítimo. 

Essas propostas foram debatidas no webinar O Papel do Porto de Santos na Conservação e Recuperação do Manguezal, promovido pelo Lide Santos e pelo Grupo Tribuna na última quinta-feira (10). Trata-se do primeiro evento da série Baixada Santista 2040 – Os Impactos das Mudanças Climáticas, que tem a colaboração do Lide Sustentabilidade, do SOS Mata Atlântica e do Instituto Ecofaxina. 

O evento, que contou com a mediação do editor de Porto & Mar, Leopoldo Figueiredo, teve como debatedores o professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) Alexandre Turra, do coordenador de políticas ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marcos Fernandes, do presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Ricardo Arten, e do economista e presidente do Lide Energia e Infraestrutura, Roberto Gianetti da Fonseca. 

“As empresas sérias podem se mover e se juntar. Eu acho que a formação do fundo é uma consequência de um debate maior do que nós, que já temos vários programas isoladamente e separadamente, podemos fazer em conjunto. Se começarmos a somar tudo que as empresas sérias fazem, nós vamos ter uma série de projetos que a gente pode, de uma forma ou de outra, colocar juntos e tratar desse jeito”, destacou Arten. 

O executivo destacou as principais ações de proteção ambiental da BTP, como a remediação do terreno que hoje é ocupado pela instalação, mas antes era um lixão, na Alemoa, e ainda a supressão e o replantio de vegetação nativa da região. Segundo ele, foram investidos pelo terminal mais de R$ 257 milhões nas ações de sustentabilidade. 

Para Turra, a responsabilidade da preservação é de todos, principalmente dos que atuam em regiões próximas aos manguezais. Segundo ele, os impactos negativos de um empreendimento no ambiente tendem a se concentrar localmente. Já os positivos tendem a se dissipar. 

“Ter um manguezal em pé saudável e funcional significa muita coisa. É, inclusive, um indicador e sintoma de uma região saudável, próspera, que está transbordando dignidade para todos os seus cidadãos. Isso é muito interessante de se ver e pensar que, em 2040, esses problemas estejam sendo equacionados”, afirmou o professor do IO da USP. 

Mercado verde

Gianetti da Fonseca destacou a importância de um mercado de crédito de carbono valorizado, que pode viabilizar recursos fundamentais para que planeta se recupere. 

Já Marcos Fernandes, representante da Prefeitura de Santos destacou as ações de preservação do meio ambiente, educação ambiental e a realização de uma pesquisa com a população. A ideia é mensurar a percepção dos munícipes em relação ao manguezal. 

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