Volume de café exportado no Porto de Santos é o segundo maior em cinco anos

As exportações de café pelo Porto de Santos se mantiveram praticamente estáveis na comparação com os embarques realizados nos primeiros oito meses do ano passado

Uma fatia de 79,2% do café produzido no Brasil e vendido ao mercado internacional é exportada pelo Porto de Santos. Entre janeiro e agosto, mais de 20,8 milhões de sacas de 60 quilos do produto foram embarcadas no cais santista. Em todo o País, o volume escoado no período foi de 26,4 milhões de sacas.  

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As exportações de café pelo Porto de Santos se mantiveram praticamente estáveis na comparação com os embarques realizados nos primeiros oito meses do ano passado, quando 20,9 milhões de sacas foram escoadas. Este é o segundo maior volume embarcado para o período nos últimos cinco anos. A receita cambial gerada com as exportações de janeiro a agosto foi de US$ 3,4 bilhões, mais de R$ 18 bilhões. 

Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A entidade aponta, ainda, que, em agosto, o País exportou 3,3 milhões de sacas do produto. A receita cambial gerada pelas exportações no mês passado foi de US$ 386,6 milhões, equivalente a R$ 2,1 bilhões, o que representa um aumento de 25,2% em reais em relação a agosto de 2019.  

No total, 22 portos brasileiros escoaram a commodiy. Entre eles, estão os portos do Rio de Janeiro, responsáveis pelo escoamento de 3,5 milhões de sacas, 13,4% do total. Em seguida, o porto de Vitória (ES) escoou 783.768 sacas, 3% do total. Já outras 396.947 sacas foram embarcadas no porto de Paranaguá (PR), 1,5% do café brasileiro vendido ao mercado internacional.  

"O resultado de agosto demonstra a entrada da nova safra de café arábica no mercado e a continuidade positiva nos embarques de conilon, que garantiram ao Brasil uma boa performance nesse início de ano cafeeiro. A colheita está praticamente encerrada, apresentando bons resultados tanto na quantidade quanto na qualidade. Tudo indica que as exportações do café brasileiro terão bons resultados no segundo semestre e sempre trabalhando com foco nos três “S”, saúde, segurança e sustentabilidade", afirmou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes. 

Os cinco principais destinos de café brasileiro entre janeiro e agosto foram: Estados Unidos, que importaram 4,9 milhões de sacas de café (18,5% do total embarcado no período); Alemanha, com 4,5 milhões de sacas importadas (17%); Itália, com 2 milhões de sacas (7,6%); Bélgica, com 2 milhões de sacas (7,3%); e Japão, com 1,3 milhão de sacas (5,1%). Na sequência, estão: Turquia, com 863,9 mil sacas (3,3%); Federação Russa, com 849,5 mil sacas (3,2%); México, com 649,3 mil sacas (2,5%); Espanha, com 634,7 mil sacas (2,4%); e Canadá, com 562 mil sacas (2,1%). 

Entre os continentes e blocos econômicos, destacam-se o crescimento de 27,7% nas exportações para os países da América do Sul; 51,9% para a África; 99,6% para a América Central; 24,6% para os países do BRICS; 15,8% para o Leste Europeu, além do aumento de 42,7% nos embarques para os países produtores de café. 

Variedades (destaque) 

Entre as variedades embarcadas nos oito primeiros meses do ano, o café robusta se destaca pelo aumento de 12,9% nas exportações, na comparação com o exportado entre janeiro a agosto de 2019. Essa variedade correspondeu a 11,6% do total das exportações no período. Isto equivale a 3 milhões de sacas embarcadas. Já o café arábica representou 78,3% dos embarques, 20,6 milhões de sacas, e o solúvel, 10,1%, 2,7 milhões de sacas.

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