Tripulante clandestino é diagnosticado com coronavírus no Porto de Santos

O clandestino foi encontrado durante a viagem no navio DS Sofie Bulker, de bandeira das Ilhas Marshall

Um tripulante clandestino foi diagnosticado com covid-19 no Porto de Santos. Ele foi encontrado a bordo do navio DS Sofie Bulker, que atracou no início da tarde desta segunda-feira (10), mas ainda não tem autorização para iniciar o embarque de açúcar no cais santista.  

O clandestino foi encontrado durante a viagem. Ele foi submetido a exames, realizados por equipes que foram a bordo da embarcação. Mesmo com o resultado positivo, não houve relatos de sintomas de covid-19.  

O DS Sofie Bulker, com bandeira das Ilhas Marshall, deixou o porto de Douala, em Camarões, com destino ao Porto de Santos. A embarcação chegou ao cais santista na última quarta-feira e permaneceu na área de fundeio, na Barra. 

A autorização para a atracação só foi expedida nesta segunda-feira (10). Por enquanto, o cargueiro ficará em um berço, na Ponta da Praia.   

O navio deverá ser submetido a uma quarentena, de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando autorizado, o DS Sofie Bulker fará o embarque de 26 mil toneladas de açúcar a granel.

Autoridade sanitária 

Segundo a Anvisa, o navio terá que passar pelos mesmos procedimentos determinado para as demais embarcações com casos de covid-19 a bordo. Ou seja, toda a tripulação deverá ser testada e o navio ficará em quarentena de 14 dias. 

“Além disso devem ser adotadas as medidas de isolamento e monitoramento das condições à bordo da embarcação”. 

Durante a pandemia, em casos de clandestino, concomitantemente, a Policia Federal e Anvisa são acionadas pela agência marítima, que é o representante legal do Armador, para as providências administrativas, cada qual em sua área de atribuição.

 A Polícia Federal  instaura um procedimento administrativo que visa o controle migratório, sendo lavrado auto de infração e termo de responsabilidade pelo clandestino que será repatriado, ou seja, enviado ao país de origem,  e após a liberação do navio pela Anvisa, a Polícia Federal  ouve os envolvidos.

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