São Paulo vai ampliar capacidade de acessos ao Porto de Santos

Estado quer que Sistema Anchieta-Imigrantes possa escoar maior volume de contêineres em direção ao complexo

O Governo do Estado planeja ampliar a capacidade de transporte de contêineres em direção ao Porto de Santos. A medida prevê preparar a logística necessária para o cenário pós-pandemia de Covid-19. Para isto, a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), prevê iniciar, ainda neste ano, investimentos de R$ 50 milhões.  

A informação é do secretário de Logística do estado de São Paulo, João Octaviano Machado Neto. Ele participou, ontem, do 1º Fórum Lide Santos de Logística Integrada da Baixada Santista, transmitido pela internet.  

Segundo o executivo, hoje, há apenas uma pista da Via Anchieta descendo com contêineres, além do transporte ferroviário. A ideia é ampliar, em dois anos, o volume de caixas metálicas transportadas em direção ao cais santista.  

“Nós entendemos que é uma operação razoável dentro dos limites. Nas noites, nas madrugadas de domingo à quinta-feira, quando possível, haverá liberação com ajustes que a Ecovias vai fazer com investimento na recuperação desta pista da Via Anchieta para que a gente possa aumentar a capacidade da chegada de contêineres no Porto de Santos”, afirmou Octaviano.  

De acordo com o diretor de concessões rodoviárias da Ecorodovias, Rui Klein, inversões de pista já ocorrem após acidente e aos fins de semana. No entanto, serão necessários investimentos em rampas de escape e tecnologia, além da iluminação de todo o trecho de Serra para garantir maior segurança. 

“Com aumento da demanda, na retomada da economia e tudo que se espera da Baixada Santista, que a gente tenha a pista norte da Anchieta bastante aparelhada para uma inversão, se preciso de maior porte e maior período. A visão da secretaria é de preparar para uma operação mais plenas, no sentido de operar com a dedicação de duas pistas da Anchieta no trecho de Serra com dedicação ao Porto de Santos”, afirmou Klein.  

Sobre a ligação seca entre as duas margens do Porto de Santos, Octaviano destacou que aguarda o término de adequações no projeto para apresentar ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. As mudanças visam evitar impactos ao tráfego de embarcações por conta da presença de pilares no canal de navegação do cais santista. 

A ponte projetada pela Ecovias terá 7,5 quilômetros de extensão entre a região da Alemoa, em Santos, na Margem Direita do Porto, até o acesso à Ilha Barnabé, na Área Continental da cidade, na Margem Esquerda. Haverá pedágio, com valor não divulgado, e o custo previsto da obra é de R$ 2,9 bilhões. 

Segundo Klein, é necessário um “curto espaço de tempo para atender às premissas que foram colocadas”.  

Agressividade na retomada 

Para o presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Ricardo Arten, é preciso que as autoridades e os empresários tracem uma estratégia para uma tomada de decisão mais rápida no cenário pós-crise. Para isso, segundo o executivo, é fundamental o alinhamento entre os governos federal e estadual para a elaboração de projetos de logística. 

“Precisamos de menos burocracia, menos interferência do estado, uma regulação mínima onde mercado prevalece e dita as regras, além de segurança jurídica”, afirmou Arten. 

O presidente do Complexo Andaraguá, André Ursini, destacou a necessidade de integração entre as cidades da Baixada Santista. Segundo ele, há uma negociação para que o aval para obras seja expedido em junho.  

“Estamos na iminência de receber autorização do Estado, por parte da Cetesb, que é o órgão licenciador, a autorização para que a gente inicie as obras do Complexo Andaraguá, que vai ser de mais de R$ 1,3 bilhão na cidade de Praia Grande”, destacou Ursini.

Tudo sobre: