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Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Porto de Santos exporta 31,6 milhões de sacas de café durante safra

Período começou em julho de 2019 e terminou no mês passado. O volume significa 79,2% de todo o produto escoado pelo País

Mais de 31,6 milhões de sacas de 60 quilos de café foram embarcadas no Porto de Santos no ano-safra da commodity, que começou em julho de 2019 e terminou no mês passado. O volume significa 79,2% de todo o produto escoado. Apenas no primeiro semestre deste ano, 15,8 milhões de sacas deixaram o País pelo cais santista, 80,6% das exportações.  

Os dados fazem parte do levantamento mensal do Conselho Nacional dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado nesta segunda-feira (13). Segundo a entidade, no ano-safra, 40 milhões de sacas do produto foram exportadas. O volume representa o segundo recorde histórico de exportações.  

A receita obtida com a venda da safra 19/20 foi de US$ 5,1 bilhões, equivalente a R$ 22,8 bilhões, o que representa um aumento de 8,8% em relação ao período anterior. Já o preço médio foi de US$ 128,04. 

Enquanto 31,6 milhões de sacas de café foram escoadas pelo Porto de Santos no ano-safra 19/20, os portos do Rio de Janeiro foram responsáveis pelos embarques de 5 milhões de sacas, o equivalente a 12,7% da commodity negociada com o mercado internacional.  

Já o porto de Vitória (ES) escoou 1,4 milhão de sacas, 3,7% do total, enquanto o porto de Paranaguá (PR) escoou 1,6% do café brasileiro, o equivalente a 621.909 sacas. 

No ano-safra encerrado no mês passado, 112.262 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram utilizados para o transporte do café brasileiro rumo ao mercado internacional. Já ano safra anterior, o volume transportado em caixas metálicas foi um pouco maior, sendo necessários 116.424 TEU. 

Os principais destinos do café brasileiro foram os Estados Unidos, com a exportação de 7,8 milhões de sacas (19,6% dos embarques totais no ano-safra); Alemanha, com a exportação de 6,8 milhões de sacas (17%); Itália, com 3,3 milhões de sacas (8,4%); Bélgica, com 2,7 milhões de sacas (6,8%); Japão, com 2 milhões de sacas (5%); Federação Russa, com 1,2 milhão de sacas (3,1%); Turquia, com 1,2 milhão de sacas (2,9%); México, com 1,1 milhão (2,8%); Espanha, com 901,8 mil sacas (2,3%) e Canadá, com 869,5 mil sacas (2,2%). 

“Todo o empenho da cadeia em adotar os cuidados necessários de prevenção, garantindo a saúde e proteção de todos os profissionais envolvidos, tem sido bem-sucedido e o Brasil exportou para 125 destinos e ainda registrou aumentou as vendas para países produtores. Estamos otimistas com as perspectivas de uma boa safra em curso, tanto para os cafés arábica quanto para os conilon que até o momento vem se apresentando de muito boa qualidade, e confiantes de que o mundo poderá saborear ainda mais o café brasileiro no próximo ano cafeeiro com qualidade, eficiência e sustentabilidade”, afirmou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes. 

Primeiro semestre 

No acumulado deste ano civil, entre janeiro e junho, o Brasil exportou 19,6 milhões de sacas de café, configurando o segundo recorde histórico para o período. A receita cambial gerada no período foi de US$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 12,6 bilhões, um crescimento de 28,2% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Já o preço médio foi de US$ 130,76, aumento de 4,1% na mesma base comparativa. 

Além do Porto de Santos, outros 20 complexos portuários escoram o café brasileiro neste ano. Os portos do Rio de Janeiro responderam por 12,2% dos embarques, com um total de 2,4 milhões de sacas exportadas.

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