Porto de Santos embarca mais de 23,9 milhões de sacas de café

Com ligeiro aumento nos embarques, o cais santista é o responsável por 78,5% do escoamento do produto brasileiro vendido ao mercado internacional

Mais de 23,9 milhões de sacas de 60 quilos de café foram embarcadas no Porto de Santos entre janeiro e setembro deste ano. O volume é pouco maior do que as 23,7 milhões de sacas exportadas no mesmo período do ano passado. Com a variação positiva de 0,6%, o cais santista é o responsável por 78,5% dos embarques do produto brasileiro vendido ao mercado internacional. 

Os dados fazem parte do levantamento mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados ontem. O relatório indica, ainda, que o total exportado entre janeiro a setembro em todo o País foi de 30,5 milhões de sacas. 

No ano, a receita cambial chegou a US$ 3,9 bilhões, o equivalente a R$ 19,6 bilhões. Isto representa um crescimento de 31,7% ante o período de janeiro a setembro do ano passado. Já o preço médio no período foi de US$ 126,80, aumento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2019.

Além do cais santista, outros 22 complexos portuários escoaram o café brasileiro. Na segunda posição, os portos do Rio de Janeiro atingiram a marca de 4,2 milhões de sacas embarcadas, 14% do total. 
Em seguida, o porto de Vitória (ES) escoou 966.301 sacas, 3,2% das vendas de café brasileiro. Já o porto de Paranaguá (PR) foi o responsável por 1,5% dos carregamentos, com 459.376 sacas embarcadas.

Entre janeiro e setembro, caiu a utilização de contêineres par ao transporte de café. Enquanto no ano passado, 86.693 TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés) foram usados, neste ano, o volume de caixas metálicas foi de 83.932 TEU.

"Estamos muito satisfeitos com os resultados de exportação do café em setembro. O volume de vendas foi recorde em relação ao mesmo mês nos anos anteriores e, além disso, tivemos um aumento muito significativo na receita total em reais. Observamos também que os resultados poderiam ter sido ainda melhores, na ordem de 10 a 15%, se não fossem os problemas logísticos de falta de containers e espaços nas embarcações”, destacou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.
Ele se refere à marca de 3,8 milhões de sacas de café exportadas em setembro. Trata-se de um aumento, de 3,6%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Safra

Nos três primeiros meses do ano-safra, que começou em julho, o Brasil apresentou o melhor desempenho histórico para as exportações no início da safra. No período, o país exportou 10,5 milhões de sacas de café, registrando o maior volume das exportações para o período nos últimos cinco anos e crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. 

“O mês de setembro também marca a entrada efetiva da safra 2020/2021, registrando uma excelente performance tanto na quantidade quanto na qualidade. Apesar dos fortes desafios gerados pela pandemia em 2020, é importante destacar que a cadeia do agronegócio café segue desempenhando suas atividades com alta qualidade e sustentabilidade, cumprindo rigorosamente as medidas de segurança e proteção”, destacou Carvalhaes.

Segundo o Cecafé, os principais destinos de café brasileiro entre janeiro e setembro foram: Estados Unidos, que importaram 5,6 milhões de sacas de café (18,5% do total embarcado no período); Alemanha, com 5,1 milhões de sacas importadas (16,9%); Bélgica, com 2,4 milhões de sacas (7,8%); Itália, com 2,3 milhões de sacas (7,4%); Japão, com 1,5 milhão de sacas (5,1%); Turquia, com 960,8 mil sacas (3,2%); Federação Russa, com 940,5 mil sacas (3,1%); México, com 782,2 mil sacas (2,6%); Espanha, com 700 mil sacas (2,3%); e Canadá, com 624,2 mil sacas (2%).

 

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