Porto bate recorde na exportação de café

Terminais do cais santista embarcaram 3,5 milhões de sacas no mês passado, 6,9% a mais do que em outubro, segundo dados do Cecafé

O Porto de Santos mais uma vez bateu recorde na exportação de café. Foram 3.575.916 sacas de 60 quilos do grão embarcadas no mês passado, alta de 6,9% em relação ao mês anterior. O volume representa 82,4% das 4.339.084 sacas vendidas a outros países pelo Brasil - as transações renderam U$S 541 milhões (R$ 2,7 bilhões, na cotação de ontem, a R$ 5,07).

Os dados constam do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado nesta semana.

Segundo o levantamento, as exportações do grão pela região, em novembro, foram 37,6% superiores às registradas no mesmo mês de 2019. A Alemanha foi o principal destino do café que passou pelo Porto, com 513.644 sacas importadas. Depois aparecem EUA (416.218), Bélgica (244.047), Itália (203.913) e Japão (127.527).

Agora, com o apurado entre janeiro e novembro, o Porto de Santos chega à marca de 30,8 milhões de sacas embarcadas – o Brasil exportou 39,8 milhões. No ano, o maior consumidor do café brasileiro são os EUA (7,2 milhões), seguidos da Alemanha (6,7 milhões) e da Bélgica (3,3 milhões). 

“Os resultados de exportação do café brasileiro, apresentados no mês de novembro, surpreenderam mais uma vez por sua excelente performance, tanto pelos registros em volume quanto pelo econômico. A receita em reais foi 72,5% superior em relação ao mesmo mês no ano passado, confirmando o trabalho sólido e eficiente de toda a cadeia do agronegócio café, salientando os esforços nas exportações”, disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Queda

Ao mesmo tempo em que o Santos continua a bater recordes na exportação e os números do País são superiores aos de 2019, o Brasil teve uma queda de 2,6% na venda de sacas entre outubro e novembro - caiu de 4,4 para 4,3 milhões de sacas. 

Em outubro, a Cecafé havia publicado em seu relatório que o País havia exportado 4 milhões de sacas, mas os números sofreram atualizações, o que impactou no resultado da comparação de dados. 

“Trata-se de um volume remanescente das exportações que só é possível ser somado posteriormente e, por isso, todo mês acaba tendo uma sobra que é calculada e inserida no relatório do mês seguinte. Por isso, no relatório de outubro o volume é um pouco mais baixo do que o exportado em outubro que consta no relatório de novembro”, aponta o setor de comunicação do Cecafé. 

Variedades

O café arábica representou 85,1% do volume total exportado em novembro, o equivalente a 3,7 milhões de sacas - um aumento de 33,9% em relação ao mesmo período de 2019.

Depois aparece o café conilon (robusta), que atingiu a participação de 7,7%, com o embarque de 334 mil sacas. O café solúvel representou 7,2% das exportações, com 313,4 mil sacas exportadas. 

Ano-safra

15 milhões de sacas de café foram exportadas pelo Brasil nos quatro primeiros meses do ano-safra 2020-2021 - de julho a outubro. Foi a melhor performance dos últimos cinco anos em termos de volume embarcado, segundo levantamento do Cecafé.

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