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Sexta-feira

3 de Julho de 2020

Pandemia acelerou transformação digital, diz Autoridade Portuária

A estatal que administra o Porto de Santos já considera até a possibilidade de implantação de home office para funcionários

O “novo normal” na Autoridade Portuária de Santos, antiga Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp, terá uma intensa utilização da tecnologia. A estatal que administra o Porto de Santos já considera até a possibilidade de implantação de home office para funcionários em determinados dias da semana. Também é aguardada uma maior integração digital entre os órgãos que atuam no cais santista. 

As informações são do diretor-presidente da Autoridade Portuária, Fernando Biral, que tratou sobre o futuro do complexo marítimo durante reunião virtual do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo, na quinta-feira da semana passada. 

Na reunião, foram debatidos o funcionamento do Porto de Santos no cenário pós-covid-19, os avanços na digitalização de procedimentos e processos, os protocolos sanitários para atracações e as operações de carga e descarga no cais. 
“A covid-19 acelerou muito a transformação digital na Autoridade Portuária. Estamos reduzindo muito as posições de atendimento presencial e isso vai permanecer”, afirmou Biral. 

O executivo cita que três serviços deixaram de ter atendimento presencial. São eles o setor de protocolo para o recebimento de correspondências, as reuniões diárias de atracação e os procedimentos de requisição de serviços. “Esses pedidos eram processados e eventualmente havia pagamento, um processo físico, baseado em papel. Digitalizamos isso e, agora, há processo de requisição e pagamento digital”, destacou. 

Com relação à integração digital com autoridades que atuam no Porto de Santos, Biral aponta o projeto Sistemas Comunitários Portuários (Port Community Systems, no nome original em inglês). O plano prevê a integração de sistemas de controle do comércio exterior (federais) e de informações em uma única plataforma. Além disso, estão previstas mudanças em processos. Assim, espera-se reduzir em um dia o tempo necessário para liberação de exportações e, em dois dias, para importações. 

“O PCS é um dos grandes projetos que ajudariam a agilizar e tornar a relação com os agentes mais eficiente”, disse o diretor-presidente. 

Segundo o coordenador-geral do Comus, José Candido Senna, essas mudanças podem trazer benefícios para toda a cadeia. Por isso, sugeriu reuniões periódicas com órgãos anuentes do Porto de Santos, entre eles, Alfândega (Receita Federal), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, do Ministério da Saúde) e o Serviço de Vigilância Agropecuária (Vigiagro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). 

"Os avanços que foram obtidos nesses três meses de pandemia equivaleriam a três anos de trabalhos normais, sobretudo na relação com usuários, importadores, exportadores e anuentes. Tem de haver o acolhimento desses avanços por parte da Autoridade Portuária, possivelmente funcionando como uma grande catalisadora da modernização e da eficiência. É importante que esses avanços que já foram obtidos fiquem”, afirmou Senna. 

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