Operação voltada a movimentação de produtos perigosos no Porto tem início 'positivo'

Ibama já inspecionou três terminais do Porto de Santos, analisando deste tipo de carga

Três terminais do Porto de Santos foram vistoriados nos dois primeiros dias da Operação Relíqua, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No total, 52 instalações portuárias serão inspecionadas até o próximo dia 7. Até agora, não foram identificadas irregularidades na armazenagem de produtos perigosos.

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O objetivo da operação é rastrear a movimentação e o acondicionamento de cargas químicas ou explosivas no cais santista. Segundo a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo Ibama na região, até agora, foram vistoriados dois terminais na Margem Esquerda e um na Margem Direita do Porto.

No primeiro caso, as vistorias aconteceram em instalações na Área Continental de Santos. Os terminais inspecionados foram os da Adonai e da Ageo, que movimentam granéis líquidos, e não apresentaram irregularidades físicas e documentais. O mesmo aconteceu na ADM do Brasil, instalação graneleira que fica na Ponta da Praia, em Santos. 

“Essas primeiras vistorias foram muito positivas. Fizemos vistorias documentais e físicas. Ainda vamos analisar toda a documentação, mas tudo estava em conformidade. Mesmo com temporal, equipes foram e o trabalho foi tudo muito bem desenvolvido”, afirmou Ana Angélica.

Segundo a agente, as equipes, que contam com representantes de diversos órgãos, saem em grupos. No total, 11 viaturas vão até os terminais para os trabalhos de rastreamento das cargas. 

Além do Ibama, a Autoridade Portuária de Santos, a Capitania dos Portos de São Paulo, a Receita Federal, as polícias Federal e Militar, o Exército, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) participam da operação. 

As vistoriais serão realizadas até o dia 7. Já o último dia da operação será de discussões entre os órgãos. Mas os trabalhos ainda devem continuar com análises dos dados obtidos durante as inspeções. 

“Estamos tomando todos os cuidados e levando à risca todas as imposições de cuidados com o covid-19. Tudo está controlado e as equipes contam com equipamentos de proteção que são muito importantes em uma operação deste porte”. 

Plano

A Operação Relíqua foi motivada após uma explosão que aconteceu na zona portuária de Beirute e matou mais de 170 pessoas, além de deixar mais de 6 mil feridos. Na ocasião, uma carga de nitrato de amônio causou o acidente e a mesma mercadoria é operada no Porto de Santos. 

A movimentação e a armazenagem de nitrato de amônio ocorre no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), na Margem Esquerda (Guarujá). Já na Margem Direita (Santos) não há armazenamento e, quando há operação deste produto, ela é feita com descarga direta para caminhões, que deixam a zona portuária de imediato.

Como o nitrato de amônio é produzido em Cubatão, no Complexo Industrial da Yara, a instalação também será vistoriada. A empresa, do setor de fertilizantes, atua em escala global na produção, mistura, armazenamento e distribuição do insumo a partir da cidade.

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