Movimentação de cargas no Porto de Santos cai 3,1% em outubro

No total, 12,3 milhões de toneladas de carga foram movimentadas no cais santista no mês passado

A movimentação de cargas caiu 3,1% no Porto de Santos no mês passado e somou 12,3 milhões de toneladas. Embarques e desembarques sofreram redução de 0,5% e 8,7%, respectivamente, atingindo 8,7 milhões de toneladas e 3,6 milhões de toneladas. 

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços!

Os dados são da Autoridade Portuária de Santos, novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp. Eles apontam que, de janeiro a outubro, 122,5 milhões de toneladas entraram ou saíram do País através do cais santista. 

O volume expressivo representa um crescimento de 13,3% nos embarques, que somaram 90,3 milhões de toneladas no período. Já os desembarques caíram 2,5% e atingiram a marca de 32,1 milhões de toneladas. 

No acumulado do ano, os embarques de soja e de açúcar se destacaram como as duas cargas mais movimentadas no complexo portuário, com 21,1 milhões de toneladas e 20,1 milhões de toneladas, altas de 19,9% e 68,1%, respectivamente. 

De acordo com a Autoridade Portuária, também apresentaram bom desempenho  a celulose, com 4,7 milhões de toneladas e aumento de 16%; o farelo de soja a granel, com 5,8 milhões de toneladas e crescimento de 15%; e o óleo combustível, com 1,8 milhão de toneladas e crescimento de 72,9%. 

Contêineres

As operações com contêineres cresceram 0,2% em outubro, atingindo a marca de 383.933 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Porém, no ano, o volume de 3,3 milhões de TEU representa uma queda de 1,4%. 

Mesmo com a ligeira variação, o diretor-presidente da Autoridade Portuária. Fernando Biral, aponta que o desempenho reflete o início da retomada econômica – os contêineres movimentam as cargas de maior valor agregado. 

“A movimentação de contêineres foi bastante afetada pela pandemia, com a redução de viagens dos navios e menor produção industrial, mas os números apontam para a recuperação da demanda no Brasil e no mundo”, avalia Biral.

Tudo sobre: