Movimentação de cargas no Porto de Santos bate novo recorde

No mês de junho, cais santista contou com um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período no ano passado

A movimentação de cargas no Porto de Santos teve novo recorde no mês de junho, com crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do no passado. O aumento acontece principalmente devido aos embarques, que tiveram uma expansão de 14,6%, para 9,4 milhões de toneladas. A alta está ligada principalmente à exportação de soja e açúcar.

Os dados fazem parte do levantamento da Autoridade Portuária de Santos (APS), que destaca a chegada à marca histórica 70,3 milhões de toneladas, avanço de 10,6% sobre janeiro-junho de 2019, resultado das altas de 13,9% e de 2,6% das exportações e importações, respectivamente. 

Como vem acontecendo nos últimos meses, o resultado positivo é impulsionado pelo agronegócio. “Esse é o único setor que a pandemia ainda não causou prejuízos”, avalia o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico. O açúcar teve aumento de 40% nos embarques, somando 8,7 milhões de toneladas. O complexo soja cresceu 27%, com 22,8 milhões de toneladas. E a celulose, 17,7%, com 2,8 milhões de toneladas. 

No caso da soja, responsável por pouco mais de um terço da movimentação de embarque, a explicação está na safra recorde, aliada à briga internacional entre China e Estados Unidos, que fez com que os asiáticos comprassem boa parte da produção brasileira.

Já para o açúcar, a procura do mercado internacional pelo produto brasileiro foi grande não apenas para repor estoques do período de pandemia, mas também devido a problemas com safra enfrentados por países que eram grandes exportadores. Por conta disso, os produtores nacionais preferiram destinar menos cana-de-açúcar para o etanol e dar foco ao açúcar.

Retração 

Por outro lado, o efeito do coronavírus na economia do Brasil e do mundo começa a mostrar os reflexos na importação. Em junho, a queda de desembarques no Porto de Santos teve uma queda de 14,3% em relação a 2019. No semestre, o impacto é um crescimento pequeno nos desembarques no complexo portuário santista, de 2,6%. 

Sobre a movimentação de contêineres, que em junho teve queda de 13,5% em TEU (unidade equivalente a uma caixa metálica de 20 pés), o especialista acredita que os efeitos são mais demorados e serão sentidos mais ao longo do segundo semestre. “Entre abril e maio, ainda existiam contratos assinados. E contêiner tem relação direta com o crescimento da economia”, afirma ele, que estima que o País tenha uma queda entre 6% a 7% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. 

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