EDIÇÃO DIGITAL

Sábado

8 de Agosto de 2020

Ministério da Infraestrutura aprova novo PDZ do Porto de Santos

Medidas vão gerar investimentos de R$ 9,65 bilhões no complexo nos próximos dez anos

Após 14 anos, o Porto de Santos conta com um novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). A nova versão do estudo, que define novas diretrizes para a exploração das áreas do complexo marítimo, foi aprovada pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra) ontem, informou a Autoridade Portuária de Santos (APS) com exclusividade para A Tribuna.

A concretização das medidas previstas no plano vão elevar a capacidade do Porto em cerca de 50% até 2040, permitindo que possa operar até 240,6 milhões de toneladas, segundo projeção da APS. Ainda segundo a empresa, nos próximos dez anos, as obras e os terminais planejados para o complexo vão gerar investimentos de R$ 9,65 bilhões e abrir 21,6 mil empregos diretos. 

A aprovação da nova versão do PDZ consta da Portaria nº1.620 do Minfra, com data de ontem e assinada pelo secretário-executivo da pasta, Marcelo Sampaio Cunha Filho. A portaria ainda revoga o plano anterior, aprovado pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos em 22 de maro de 2006. 

“Com o novo PDZ, projetamos o Porto de Santos para o futuro, propiciando um salto de eficiência, economia de escala e produtividade. Representa um marco para a modernização do complexo, geração de emprego e renda na região. Fundamental dizer que esse trabalho só logrou êxito por conta do alinhamento entre SPA (Santos Port Authority, a versão em inglês de Autoridade Portuária de Santos), Minfra e Planalto em prol da infraestrutura nacional, pois o novo PDZ representa um avanço não só para Baixada Santista, mas para toda a cadeia logística nacional que depende do principal equipamento do comércio exterior brasileiro”, afirma o diretor-presidente da APS, Fernando Biral.

A nova versão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento foi elaborada pela APS no último ano. O trabalho chegou a ser criticado por algumas empresários do setor por não ter sido mais debatido com a comunidade portuária. A Autoridade Portuária afirma que realizou discussões sobre o PDZ com vários setores.

Entre as principais diretrizes do novo plano, estão a movimentação de 100% das cargas da região de influência do Porto, a consolidação de áreas para a clusterização de cargas (a concentração de um determinado tipo de operação em uma área específica) e o aumento da participação do modal ferroviário. Também estão previstas soluções para interferências de acessos rodoferroviários e a destinação do cais do Valongo à movimentação de passageiros em navios de cruzeiro.

Tudo sobre: