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Terça-feira

14 de Julho de 2020

Maersk aposta em serviços intermodais para fomentar exportações de algodão

Novas formas de estufagem de algodão em contêineres também estão sendo estudadas pela armadora

Em meio à competitividade dos exportadores brasileiros de algodão, a Maersk, armadora e operadora de logística integrada, aposta em oferecer serviços intermodais com soluções de ponta a ponta. Novas maneiras de estufagem de algodão em contêineres também estão sendo estudadas.

De acordo com a empresa, o algodão impulsionou as exportações no ano passado, mas o maior custo para os produtores foi o transporte rodoviário. Nesse cenário, os exportadores usam cada vez mais o maior porto da América Latina, o Porto de Santos, e a ligação ferroviária de Rondonópolis, Mato Grosso, com o complexo marítimo para reduzir os custos de logística terrestre. 
 
"Após a greve dos caminhoneiros em 2018, os fornecedores de logística ponta a ponta tornaram-se cada vez mais importantes para os produtores brasileiros. Uma solução intermodal completa cria segurança, fornece transparência, aumenta a competitividade e reduz os custos de uma empresa em termos de tempo e pessoal”, ressalta o diretor de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul, Matias Concha.

Atualmente, 40% do movimento total da Maersk em terra, no Brasil, é ferroviário. Segundo o diretor comercial da Maersk, Gustavo Paschoa, a expectativa é que "este modal aumente significativamente à medida que mais trens e opções estiverem disponíveis para os produtores do Mato Grosso e da Bahia, por exemplo”. 
 
O Brasil é o segundo maior produtor de algodão do mundo e, conforme a Maersk, no quarto trimestre do ano passado, os embarques internacionais de algodão saltaram 37%, superando as outras exportações de produtos secos no período.
 
Estufagem 
 
Novas maneiras de estufagem de algodão em contêineres também estão sendo desenvolvidas pela Maersk, que analisa como reduzir custos em toda a cadeia de suprimentos, reposicionando o uso de contêineres de ponta a ponta.
 
“A maior parte da estufagem do algodão é feita nos portos, mas seria mais rápido e eficiente fazê-la mais perto das fazendas. Essa é uma das maneiras de aumentar a competitividade, agora que o Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo, depois dos EUA. Evitar acúmulos que causam atrasos é fundamental”, diz o diretor de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul, Matias Concha, referindo-se às expectativas de que o Brasil entregue outra safra recorde para a colheita 2020-2021.

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