Imunização de portuários ocorrerá quando houver vacinas, diz Ministério da Saúde

Profissionais do setor foram incluídos no grupo prioritário, mas disponibilidade de doses é um impasse

A vacinação de trabalhadores dos setores portuário e aquaviário depende da ampliação gradativa do número de doses a serem enviadas a estados e municípios. Segundo o Ministério da Saúde, as especificidades e particularidades regionais serão discutidas na esfera bipartite, que inclui representantes dos governos estadual e municipal.

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Na última segunda-feira (18), profissionais da área de transporte – como os portuários, aquaviários e caminhoneiros – foram incluídos no grupo prioritário para a vacinação pelo Ministério da Saúde. Porém, segundo o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), as doses disponíveis atualmente são limitadas. 

Na Baixada Santista, neste primeiro momento, apenas profissionais da saúde estão sendo imunizados. Ainda não há data prevista para o início da vacinação de idosos ou pessoas acamadas. 

Por isso, o prefeito de Santos ressaltou que a decisão do Governo Federal impacta no planejamento da campanha de vacinação. Mas, segundo o Ministério da Saúde, doses enviadas pela pasta às unidades federadas foram calculadas considerando apenas o público priorizado para este início da vacinação, antes da ampliação do grupo prioritário. 

“Os demais grupos elencados no Plano Nacional de Operacionalização da campanha contra a covid-19 serão vacinados assim que houver disponibilidade de mais doses da vacina”, destacou o Ministério da Saúde, em nota. 

No entanto, a pasta não especificou quando os imunizantes devem ser enviados. Isto porque, inicialmente, o País conta com apenas seis mil doses da vacina, que foram repassadas pelo Instituto Butantan para a distribuição pelo Ministério da Saúde. 

A produção local de imunizantes, na capital, depende do envio de insumos da China, o que está previsto para acontecer até o final deste mês. Caso isto não aconteça, todo o cronograma de vacinação deverá ser revisto pelas autoridades estaduais de saúde. 

Números

Segundo o presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, nos portos de Santos e São Sebastião, 15.813 profissionais deverão ser vacinados, considerando apenas os trabalhadores portuários avulsos (TPAs) e vinculados de terminais. 

Na lista, há, ainda, 1.027 funcionários das administrações de ambos os portos, mais os terceirizados. No entanto, estão sendo levantados os números de profissionais que atuam em terminais privados nos dois complexos portuários do estado de São Paulo. 

Infraestrutura

Procurado para comentar a falta de vacinas destinadas aos trabalhadores portuários e aquaviários, o Ministério da Infraestrutura destacou que não é sua responsabilidade. “O Plano Nacional de Imunização é de competência do Ministério da Saúde, que inclui a logística e inclusão dos grupos prioritários”, afirmou a pasta, em nota.

Tudo sobre: