Ibama realiza ajustes finais para o início da Operação Relíquia no Porto de Santos

A primeira etapa do trabalho será uma reunião com todas as autoridades envolvidas no rastreamento de cargas perigosas no Porto de Santos

Técnicos do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizam os ajustes finais para o início da Operação Relíquia, que será iniciada na próxima segunda-feira. A primeira etapa do trabalho será uma reunião com todas as autoridades envolvidas no rastreamento de cargas perigosas no Porto de Santos. A atividade deve se estender até o próximo dia 8. 

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O encontro será realizado na sede da Autoridade Portuária de Santos, novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp. O objetivo é repassar o cronograma dos trabalhos, que incluirão visitas a terminais que movimentam cargas perigosas – que podem ser produtos químicos ou explosivos. 

Além do Ibama, a Autoridade Portuária de Santos, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a Receita Federal, as polícias Federal e Militar, o Exército, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vão participar da operação. 

Segundo a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo Ibama na região, as equipes do órgão vão vistoriar os terminais e verificar as condições de armazenagem, além da documentação. 

Motivação

No mês passado, uma explosão que aconteceu na zona portuária de Beirute (Líbano) e matou mais de 170 pessoas, além de deixar mais de 6 mil feridos, chamou a atenção para os riscos envolvendo operações de cargas perigosas. Na ocasião, uma carga de nitrato de amônio causou o acidente e a mesma mercadoria é operada em Santos. 

A movimentação e a armazenagem de nitrato de amônio ocorre no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), na Margem Esquerda do Porto (Guarujá). Na Margem Direita (Santos), não há armazenamento e, quando há operação deste produto, ela é feita com descarga direta para caminhões (que deixam a zona portuária de imediato). No ano passado, mais de 2,2 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas no complexo. 

Como o nitrato de amônio é produzido em Cubatão, no Complexo Industrial da Yara, a instalação também será vistoriada pela Operação Relíquia . A empresa, especializada em fertilizantes agrícolas, atua em escala global na produção, mistura, armazenamento e distribuição do insumo a partir da cidade. 

“Teremos a participação de representantes do Ibama de seis estados: Maranhão, Ceará, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Além disso, em paralelo, o Exército vai fazer, em Cubatão, uma vistoria em 23 instalações em que há produtos perigosos”, destacou Ana Angélica. Segundo ela, a operação será acompanhada por agentes do Ibama de outros estados pois eles pretendem realizar ações semelhantes em seus complexos marítimos. 

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