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Terça-feira

14 de Julho de 2020

Estiva suspende assembleia que debateria paralisação no Porto de Santos

Sindicato seguiu recomendação do escritório de Santos da Procuradoria do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT)

Diante das recomendações do escritório de Santos da Procuradoria do Trabalho, do Ministério Público (MP) do Trabalho, o Sindicato dos Estivadores de Santos e Região decidiu suspender a assembleia que faria nesta segunda-feira (23), em frente a sua sede, no Paquetá, para deliberar sobre a paralisação da categoria.

No início da tarde deste domingo (22), a unidade local do MP do Trabalho emitiu uma notificação recomendando que assembleias e deliberações ocorram “por meio telemáticos”. E se o trabalhador não conseguir participar dessa forma, que a reunião ocorra respeitando “os protocolos de distanciamento social, etiqueta respiratória e medidas sanitárias”.

Horas depois, à noite, o Sindicato dos Estivadores divulgou a suspensão da assembleia. Em nota, o presidente da entidade, Rodnei da Silva, o Nei da Estiva, afirmou que, “diante desses pedidos, resolvemos cancelar a assembleia por também entendermos o que estamos vivendo nesse momento, porém queremos aproveitar a ocasião para mostrar mais uma vez a urgência que o Governo, através do Ministério dos Transportes (Infraestrutura), tem em regulamentar a garantia mínima de ganhos aos trabalhadores avulsos, como também as condições básicas de garantia a saúde, a todos os TPAs (trabalhadores portuários autônomos) dos portos do Brasil”.

Nei também pediu que “o Governo se posicione nesta segunda sobre essas condições, pois sabemos o que estamos enfrentando, sendo uma das linhas de frente com o coronavírus.

A insatisfação dos trabalhadores se junta às reclamações do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), que demanda ações sanitárias contra o novo coronavírus e não descarta uma greve. O vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, frisou que é crescente a apreensão em razão da falta de estrutura sanitária adequada nos ambientes de trabalho, colocando as pessoas em risco.

“Aumentou o trabalho e o risco do vírus, o pessoal está apreensivo, pois falta material básico para a higiene. Qualquer um que passa pelo gate (portão) tem contato com os guardas, que têm que manusear documentos, e com as unidades fiscalizadoras da Codesp”, diz.

Outro lado

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos garantiu que “segue as recomendações e determinações das autoridades de saúde no combate à Covid-19 e instalou álcool em gel em mais de 60 pontos ao longo das instalações portuárias, com atenção aos gates de acesso e locais de maior circulação”.

A Autoridade Portuária afirmou ainda que o álcool em gel “se encontra praticamente indisponível no mercado” e que, na falta do produto, “providenciou a compra e distribuição de outros produtos de igual eficácia para higienização”.

Em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a SPA disse que os empregados “estão sendo orientados quanto ao melhor uso de máscaras e outros recursos, bem como das demais atitudes em relação à prevenção”.

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