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Empresas da Alemoa pedem novos acessos viários à região
Presidente da AMA defende a construção de uma ligação com Via Anchieta ou Avenida dos Bandeirantes
Por: Fernanda Balbino & Da Redação &  -  07/03/21  -  00:09
Entidade empresarial aponta problema de manutenção em sistema viário do distrito industrial   Foto: Matheus Tagé

Problemas de infraestrutura e de mobilidade para trabalhadores, além de questões de segurança, estão entre as queixas de terminais da Alemoa, na retroárea do Porto de Santos. É destacada a falta de uma linha de ônibus regular e de uma base móvel da Polícia Militar, além da deficiência de manutenção, sinalização e iluminação de vias públicas e dos constantes congestionamentos e alagamentos. 


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Na Alemoa, estão três multinacionais do setor de granéis líquidos, duas das 10 maiores empresas do Brasil listadas na B3, além de um laboratório de certificação multinacional. Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) e Depots (terminais de contêineres vazios) também estão entre as cerca de 30 empresas locais, que geram 3 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. 


De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano, um dos principais problemas é o viário. A entidade defende a construção de uma alça de acesso para interligar o bairro à Avenida Bandeirantes ou à Rodovia Anchieta. 


Outra intervenção há muito tempo cobrada das autoridades é um acesso rodoviário de emergência para ambulâncias e carros de Bombeiros. “Temos operações com contêineres (cheios e vazios), parques de tancagem, transportadoras rodoviárias, laboratórios de inspeção e indústria de plástico e de asfalto numa área nobre de 3 milhões de metros quadrados. É um bairro valoroso para a cidade e para a região, não temos dúvida, e deveria receber maior atenção para que sua vocação se multiplicasse ainda mais”, afirmou.


Segundo Menamo, diversas melhorias já foram doadas pelos terminais representados pela AMA ao Município. Entre eles, estão equipamentos de fibra ótica, câmeras de monitoramento, motos, placas de sinalização e, recentemente, um drone para fiscalização.


“Resumindo: temos uma carência significativa de infraestrutura e de segurança, lutamos muito contra isso, não só com o efetivo pagamento de impostos, taxas e contribuição para promover a melhoria, como também fazendo projetos concretos que poderiam deixar o plano do papel e ser colocados em prática”, afirmou o empresário.


Melhorias


De acordo com o presidente da AMA, a implantação de uma sinalização com semáforos inteligentes na via de entrada principal da Margem Direita do Porto, no cruzamento entre a Avenida Doutor Albert Schweitzer e a Rua Augusto Scaraboto, por um dos terminais de granéis líquidos instalados no bairro, em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), é um exemplo de ação da iniciativa privada na região. Também há uma proposta de reversão de vias para potencializar a melhoria no fluxo de veículos.


“A AMA tem a esperança de que, com a implantação efetiva da sinalização inteligente, o ajuste viário na principal via de acesso ao Porto de Santos e a reversão das vias, possa ocorrer um desafogamento do fluxo na entrada da Cidade, que é ponto de problemas diários envolvendo congestionamentos e excesso de veículos – o que impacta diretamente no planejamento logístico das empresas ali instaladas e caminhoneiros, assim como na rotina e segurança dos funcionários, moradores e pedestres”, explicou Menano.


Os investimentos serão realizados como contrapartida a empreendimentos, como apontado em estudos prévios de Impacto de Vizinhança (EIV) aprovados pela Prefeitura de Santos. “A região da Alemoa, em tese, é uma área já impactada, havendo melhorias continuamente na área interna de todos os terminais e com ótimas perspectivas de incremento no segmento aquaviário e retroportuário. Resta a implementação definitiva do binário de acesso (com novo viaduto) e, neste momento, estamos pensando muito em um importante braço ferroviário também na área dos fundos. Ficaríamos completos em questão dos modais de transporte – aquaviário , rodoviário , dutoviário, já existentes – também com a chegada do ferroviário”, destacou o presidente da AMA .


CET vai estudar implantação de linha de ônibus


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos vai aferir o sincronismo dos semáforos da Alemoa para melhorar a fluidez do trânsito. Além disso, vai estudar a possibilidade de implantação de uma linha de transporte coletivo que, considerando a característica industrial do bairro, possa funcionar em horários pontuais, de entrada e saída de funcionários. 


As informações são da Prefeitura de Santos. A Administração Municipal foi questionada pela Reportagem sobre os problemas apontados pelos terminais localizados na região. 


Uma equipe da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) realizou a manutenção da iluminação e das vias do bairro diretamente impactados pelo intenso tráfego de caminhões na última semana. 


“Vale ressaltar que os novos acessos promovidos pelo programa Nova Entrada de Santos, na parte que cabe à Prefeitura, visaram atender especificamente corredores de ônibus entre áreas residenciais da Zona Noroeste e o Centro de Santos. Já o projeto do Governo do Estado integrou áreas de concessões rodoviárias pertencentes ao Estado. E as soluções de melhorias de acesso entre a rodovia e o Porto, ficaram de responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos”, informou a Prefeitura.


De acordo com a Secretaria de Assuntos Portuários e Desenvolvimento da Região Central (Seport), até o momento, dois terminais já finalizaram o processo de aprovação de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). As medidas solicitadas pela Prefeitura, através dos termos assumidos pelo empreendedor, abrangem ações na saúde, educação e mitigações no trânsito.