Dragagem do canal de navegação do Porto aguarda termo do Dnit

Retomada do serviço na via de navegação depende de comunicado formal do órgão federal à Autoridade Portuária de Santos

A dragagem do canal de navegação do Porto de Santos está paralisada desde o último dia 12. Nesta data, foi concluído o serviço previsto no contrato firmado com Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Agora, a Autoridade Portuária de Santos, novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp, planeja a retomada do serviço no canal. No entanto, serão necessários pelo menos 20 dias para a mobilização dos equipamentos. 

Até o mês passado, a dragagem era realizada pela Van Oord Operações Marítimas, através de um contrato firmado com o Dnit, do Governo Federal. No entanto, há a necessidade de que o órgão comunique formalmente a Autoridade Portuária sobre o fim dos trabalhos, com o termo de recebimento do serviço. 
A partir desta etapa, o serviço no canal poderá ser retomado através de outro contrato. Desta vez, firmado entre a DTA Engenharia e a Autoridade Portuária. A empresa é a responsável pela dragagem de toda a extensão da via marítima, desde o acesso até os berços. 

Os pontos de atracação foram a primeira etapa desta frente de trabalho da DTA. O início foi necessário para que os berços de terminais de contêineres recuperassem a profundidade após o assoreamento causado pelo tempo em que a obra ficou paralisada, por conta de uma disputa judicial. 

Apesar da retomada parcial, para os usuários do Porto de Santos, a preocupação persiste. Isto porque, em períodos chuvosos, a deposição de sedimentos é ainda maior no estuário. 

Com as fortes ressacas, comuns nesta época, a área mais afetada, normalmente, é o trecho 1, que vai da Barra, na parte externa da Baía de Santos, até o Entreposto de Pesca, no início da região dos terminais. 
“Os próximos locais a serem dragados atenderão cronograma que está sendo elaborado pela Autoridade Portuária conforme necessidade, ou seja, considerando o cruzamento entre o tempo desde a última intervenção e as taxas de assoreamento verificadas por trecho e por berço”, informou a estatal, em nota. 
A empresa ainda aponta que a mobilização para qualquer equipamento, no contrato, é de 20 dias a partir da emissão da ordem de serviço. O documento ainda não foi expedido. 

Atualmente, a Autoridade Portuária está realizando a batimetria (medição da profundidade), cujos dados serão informados à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) após a finalização do serviço. Mas, segundo a estatal, havendo necessidade, o contrato de manutenção será executado.

“A Autoridade Portuária está fazendo essas batimetrias para, havendo necessidade, mobilizarmos as nossas dragas hopper para que esse assoreamento não venha a prejudicar as operações do Porto”, afirmou a DTA Engenharia. 

Bacia de manobras

O Dnit também finalizou, no final do mês passado, a manutenção e a ampliação das bacias de manobra no Porto de Santos. Segundo o órgão, os serviços proporcionam melhores condições de navegação e atracação. 

A diretora de Infraestrutura Aquaviária do órgão, Karoline Lemos, destacou a importância da obra. “O Dnit teve a oportunidade de finalizar essa complexa obra de dragagem, que tem sua importância indiscutível para melhoria da operação no maior complexo portuário da América Latina. O serviço traz significativos benefícios para o País e sua economia”. 

Porém, questionado sobre o termo de recebimento do serviço, o Dnit não respondeu até o fechamento desta edição.

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