Diogo Piloni pedirá agilidade na vacinação dos trabalhadores do Porto de Santos

Secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura acatou pedido da deputada federal Rosa Valle em reunião nesta quarta-feira (7)

O Ministério da Infraestrutura pretende apresentar ao Congresso Nacional uma nova medida provisória para garantir o afastamento remunerado dos trabalhadores portuários idosos. Além disso, a pasta enviará uma carta ao Ministério da Saúde pedindo a vacinação rápida da categoria, que faz parte do grupo prioritário de imunização, mas ainda não tem previsão de quando, de fato, será contemplada. 

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As informações são do Ministério e da deputada federal Rosana Valle (PSB-SP), que se reuniu nesta quarta (7), virtualmente, com o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, e com lideranças sindicais para tratar dessas questões. 

A reunião, articulada pela parlamentar, tinha como tema principal a vacinação dos trabalhadores portuários. Por conta disso, Piloni ouviu dos sindicalistas que a categoria está no limite em relação ao risco de contaminação e que não há medidas sanitárias de prevenção à covid-19 a bordo dos navios. 

O secretário, então, prometeu exigir tais medidas das autoridades portuárias e se comprometeu a levar a situação ao Ministério da Saúde. A ideia é pedir a imunização dos trabalhadores, argumentando até a existência de um risco logístico e de abastecimento, com reflexos negativos para todo o País, por conta, também, da média de idade da categoria, que é de 55 anos. 

Em janeiro, profissionais da área de transporte – como os portuários, aquaviários e caminhoneiros – foram incluídos no grupo prioritário para a vacinação pelo Ministério da Saúde. Em todo o País, a pasta estima que 111.397 pessoas atuem em portos. Já os envolvidos na navegação são 41.515. 

Segundo levantamento da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), nos portos de Santos e São Sebastião, 15.813 trabalhadores deverão ser vacinados, considerando apenas os avulsos (TPAs) e vinculados de terminais. 

Na lista, há, ainda, 1.027 funcionários das administrações de ambos os portos, mais os terceirizados. Além disso, cerca de 350 servidores de órgãos públicos envolvidos na atividade portuária também deverão ser imunizados. 

“Eles são considerados essenciais por manterem a economia do País e milhares de empregos. Mas não têm ideia de quando serão vacinados, apesar de correrem risco todo dia dentro dos navios, onde mantêm contato com tripulantes do mundo inteiro”, afirmou a deputada Rosana Valle. 

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