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Sexta-feira

14 de Agosto de 2020

Diogo Piloni deixa conselho do Porto de Santos

Diretor do Ministério vai substitui-lo na presidência do Consad

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração (Consad) da Autoridade Portuária de Santos, novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp.

O indicado à presidência do órgão foi o diretor do Departamento de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias da mesma pasta, Fábio Lavor Teixeira, que já é membro do colegiado. 

Os motivos da renúncia de Piloni não foram revelados pela pasta. No entanto, A Tribuna apurou que é grande a possibilidade de que o executivo passe a atuar no Consad do Porto de Paranaguá (PR). 

O complexo paranaense é administrado pelo governo estadual. A gestão foi delegada pela União a partir de um convênio, que foi renovado por mais 25 anos no mês passado.

A partir dessa renovação, o Ministério da Infraestrutura passou a ter uma vaga no conselho de administração do porto.
Piloni ficou um pouco mais de um ano à frente do Consad da Autoridade Portuária de Santos.

Nesse período, conduziu o órgão na definição das principais diretrizes estratégicas para reestruturar a companhia. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o executivo contribuiu “para a virada operacional e financeira da empresa, sempre atuando na defesa dos interesses da companhia e na geração de valor aos seus acionistas”. 

Como Fábio Lavor, que assumirá a presidência do Consad, já integra o conselho, a saída de Piloni deixou uma vaga aberta. Para ocupá-la, foi indicado Fábio Rogério Carvalho, diretor do Departamento de Estruturação e Articulação de Parcerias da Secretaria de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura. Ele é um dos responsáveis por conduzir o processo de desestatização de ativos de infraestrutura. Este é um dos motivos para sua indicação ao Consad da Autoridade Portuária. 

Segundo o Ministério, a chegada de Carvalho ao Consad marca uma nova etapa no processo de transferência da companhia à iniciativa privada, após a contratação dos estudos sobre a privatização junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

A desestatização do Porto de Santos é uma das prioridades do Governo Federal. Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assim, o cais santista estará apto a novos investimentos, com garantia de infraestrutura. 

“Nosso foco é a desestatização. Estamos estudando os principais modelos ao redor do mundo para escolher um que agregue mais valor, preservando contratos de arrendamento, dando mais flexibilidade para a iniciativa privada negociar novos investimentos com concessionária”, afirmou Tarcísio Gomes de Freitas. 

A previsão é que os resultados das avaliações do BNDES sejam conhecidos no primeiro trimestre do ano que vem. Já o leilão deve ocorrer em março de 2022. Os estudos custarão R$ 23,8 milhões aos cofres do Governo Federal.

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