Cruzeiros investem em medidas sustentáveis

Novas tecnologias, menos plásticos e combustíveis mais limpos são prioridades para frota global de cruzeiros, informa a Clia

Companhias de cruzeiros marítimos estão desenvolvendo projetos sustentáveis para seus navios. Segundo a Cruise Line International Association (Clia, em tradução livre, Associação Internacional de Cruzeiros), a expectativa é de que, até 2030, em comparação a 2008, a taxa de emissões de carbono da frota seja reduzida em 40%.

A associação afirma que a identificação de novas tecnologias e de combustíveis mais limpos são prioridade máxima para a indústria de turismo. Medidas como o uso de sistemas de limpeza de gases de escape (EGS) já estão presente em 68% da frota global.

Agora, está previsto que 44% das novas embarcações passem a usar o Gás Natural Liquefeito (GNL) para propulsão marítima - o que significará um um aumento global de 60% das embarcações com este sistema, em comparação ao ano passado.

Com o uso de EGCS, por exemplo, o nível de enxofre emitido pelos navios diminui em até 98%, materiais particulados típicos - como carbono elementar, orgânico e preto - caem em até 50% e óxidos de nitrogênio, em até 12%. Já com o GNL nas embarcações, há uma redução de 95% a 100% das emissões particuladas, 85% das de NOx e até 20% nas de gases de efeito estufa. 

Também foi indicada, pela Clia, uma tendência global da proibição do uso de plásticos de uso único pelas empresas de cruzeiros. A adoção da iluminação feita com LED - que dura 25 vezes mais e consome 80% menos energia - e um maior volume de reciclagem a bordo são outras tendências de práticas sustentáveis mais simples, porém eficazes, que estão cada vez mais presentes nestes ambientes. 

“Contabilizamos grandes progressos na proteção ambiental marítima, mas sabemos que ainda há trabalho a ser feito”, avalia o presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz.

Segundo Ferraz, a Clia e suas companhias associadas se uniram, voluntariamente, a outras associações marítimas em dezembro de 2019, com o objetivo de planejar o primeiro fundo colaborativo de pesquisa e desenvolvimento em navegação do mundo, que geraria cerca de 5 bilhões de dólares ao longo de um período de dez anos, para encontrar novas soluções ambientais. A proposta será direcionada à Organização Marítima Internacional (OMI).

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