Collor fala sobre modelo de administração para o Porto de Santos

A live foi transmitida ao vivo pelo Facebook e o ex-presidente conversou sobre impeachment, governo Bolsonaro e Plano Collor

Discutir um modelo de administração levando em conta as opiniões dos governos Estadual e Federal, além da iniciativa privada e dos interessados nas questões portuárias. Esta é a solução para o pleno desenvolvimento do Porto de Santos, na avaliação é do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PROS-AL).

Ele participou, na tarde da última quarta-feira (15), do Tribuna sem Censura, em live no Facebook do Grupo Tribuna. O programa está disponível na rede social.

“Não é possível pensar num porto como o de Roterdã (na Holanda, o maior complexo marítimo da Europa) sem que todos esses componentes estejam colocados na posição correta. É preciso ter uma gestão moderna e atual, que dê produtividade e que não encareça o que é exportado”, avalia Collor.

A solução dessa situação, na visão do 32º presidente da história do Brasil, será um enorme ganho não apenas para a Baixada Santista ou o Estado, mas para todo o País.

“A dimensão é nacional, porque todos se valem direta ou indiretamente com o que acontece no Porto de Santos”.

Passado

Collor venceu as eleições presidenciais em 1989, as primeiras após o regime militar. Governou o País entre 1990 e 1992, quando renunciou ao cargo após uma série de denúncias de corrupção culminarem em um processo de impeachment.

Sobre o assunto, ele assumiu que “o plano (Collor, com reformas econômicas e planos para estabilização da inflação) não alcançou seus objetivos, mas foi a única vez que se teve gastos menores do que a arrecadação”, diz o senador, que tem 70 anos.

Elogios e críticas

Collor ainda elogiou o jornal A Tribuna por ser um dos mais antigos do País e manter a circulação diária. Também fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Os conlfitos criados por ele fazem com que a sociedade se divida, com pais e filhos brigando, amigos brigando. O presidente não pacifica, ele inflama os ânimos da sociedade. Um presidente tem a atribuição importante de ouvir as pessoas e não escolher para o seu lado aqueles que rezem pela sua cartilha, como num sistema de seita”.

O senador criticou a banalização do impeachment. “Isso deve ser usado em ultíssimo caso, mas foi banalizado no Brasil. Se espirrou de modo errado ou deu um passo em falso, as pessoas já defendem que ele deve se afastar”.

Confira a live do Grupo Tribuna com Fernando Collor:

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