Cilindro de oxigênio deixa o Porto de Santos em direção a Manaus

Equipamento de 54 toneladas será abastecido no complexo portuário de Belém (PA) e seguirá de balsa para capital manauara

Um cilindro com 54 toneladas e capacidade para transportar 90 mil metros cúbicos de oxigênio líquido deixou o Porto de Santos, nesta terça-feira (19), a bordo do navio de patrulha oceânico Apa, da Marinha do Brasil. O equipamento chegará ao complexo portuário de Belém (PA) no próximo dia 28, onde será carregado e levado para Manaus (AM). A ideia é abastecer hospitais que sofrem com a falta do item básico para o tratamento de pacientes com covid-19. 

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Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números de casos da doença e enfrenta grandes taxas de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), tanto na rede pública como na privada. A crise levou os familiares de pacientes infectados por covid-19 a buscarem cilindros de oxigênio por conta própria para tentar evitar que seus parentes morressem por asfixia. 

Tentando evitar o agravamento da crise, diversos estados passaram a enviar insumos para a capital manauara. A operação realizada no Porto de Santos foi iniciada na madrugada de ontem, quando o cilindro de 54 toneladas foi deslocado de Mauá até o cais santista. Já o embarque do equipamento levou cerca de quatro horas e foi realizada no cais do Saboó. 

De acordo com o Capitão-de-mar-e-guerra Marcelo de Oliveira Sá, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a viagem até Belém terá nove dias de duração. No porto paraense, o cilindro será abastecido com 90 mil metros cúbicos de oxigênio líquido. 

“Isto corresponde a 9 mil cilindros de oxigênio hospitalar”, destacou o comandante. “Tudo isso faz parte de um apoio logístico, um esforço nacional”, explicou o oficial. 

De acordo com o comandante Sá, após o carregamento, a chegada a Manaus ainda dependerá de um trajeto de mais sete dias a bordo de uma balsa. “Precisamos entender que essa pandemia pode ser entendida como uma guerra contra um inimigo invisível, o covid-19. Nesse sentido, todos devemos contribuir para salvar vidas”.

Operação

Segundo o capitão de fragata Luiz Ricardo Batista Ramalho, comandante do navio patrulha oceânico Apa, 95 militares estão envolvidos na operação de deslocamento do equipamento. “Uma das tarefas principais desse navio é transporte logístico para apoio a ação humanitária e a sua capacidade de ser um meio mais veloz disponível para cumprir essa missão com maior brevidade”. 

Antes da convocação para o transporte do cilindro, a embarcação da Marinha do Brasil participava de uma atividade em Vitória (ES). Segundo o comandante do Apa, os trabalhos eram realizados em parceria com a marinha americana. 

“O Apa tem capacidade de transportar uma carga considerável no convés de voo, onde recebemos armazenagem mas também temos capacidade para seis contêineres de 20 toneladas”. 

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