EDIÇÃO DIGITAL

Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Autoridade Portuária de Santos tem receita de R$ 200 milhões no primeiro trimestre

A estatal alega que o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 3,9% na movimentação de cargas no complexo santista

A Autoridade Portuária de Santos registrou receita líquida de R$ 246,3 milhões no primeiro trimestre. O montante representa uma alta de 4,5% na base anual. Segundo a estatal que administra o Porto de Santos, o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 3,9% na movimentação de cargas no complexo santista, que atingiu 31,6 milhões de toneladas entre janeiro e março. 

Os esforços em reduzir custos e aumentar o faturamento resultaram em um lucro bruto de R$ 163,6 milhões no trimestre, alta de 9,9% sobre o mesmo intervalo de 2019. Isto significa um avanço de 3,3 pontos percentuais da margem bruta, para 66,4%. 

A Autoridade Portuárias conseguiu reduzir, em 7,6%, suas despesas administrativas. Elas somaram R$ 45,5 milhões e, segundo a estatal, a marca foi atingida após diversas ações para racionalização dos gastos.  

Entre elas, estão, principalmente, as renegociações e revisões de contratos com terceiros. Com isso, a rubrica passou a representar 18,5% da receita líquida no trimestre ante 20,9% verificado no mesmo período do ano passado. 

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), ajustado pelas provisões com os desembolsos do Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) e demais provisões, atingiu R$ 109,5 milhões. O montante é 1,2% inferior ao arrecadado no primeiro trimestre do ano passado.  

Segundo a Autoridade Portuária, sem o efeito do reconhecimento das despesas atuariais do fundo de pensão complementar dos trabalhadores, o Portus, no valor de R$ 19,9 milhões, o Ebitda teria crescido 16,8%. Em 2019, a despesa com o instituto só foi reconhecida no último trimestre e, mesmo assim, cumulativamente. 

“O bom trimestre reflete os esforços para melhoria da eficiência operacional do Porto de Santos e fortalece a Companhia para enfrentar os impactos previstos para o ano de 2020. Além das incertezas advindas da pandemia de covid-19, teremos eventos importantes esse ano que não tivemos em 2019, como o PIDV e as despesas com dragagem a partir do segundo trimestre”, afirmou o diretor de Administração e Finanças da Autoridade Portuária, Marcus Mingoni, que assumiu o cargo no final do mês passado.  

A Autoridade Portuária destaca, ainda, eventos relevantes que aconteceram após o primeiro trimestre. O primeiro, a contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo Ministério da Infraestrutura para realização dos estudos de desestatização da Autoridade Portuária, em maio.  

O objetivo é estudar o melhor modelo para garantir que o setor privado participe dessa gestão, assegurando um aumento de eficiência no maior complexo portuário da América Latina e possibilitando que sejam realizados os investimentos necessários para modernização e ampliação da capacidade logística. 

O segundo evento foi o PIDV, cujo prazo para adesão dos funcionários elegíveis terminou em 20 de abril, com um total de 209 colaboradores sendo beneficiados pelo programa. Apesar de pressionar as despesas em um primeiro momento, essa medida viabilizará significativa economia de despesas com pessoal, principalmente a partir do último trimestre desse ano. 

Segundo a Autoridade Portuária, no total, serão investidos R$ 48,6 com os desligamentos. O valor considera apenas a verba indenizatória do PIDV. Mas, apesar do alto valor, a estatal conta com uma economia mensal da ordem de R$ 4 milhões a partir dos desligamentos.  

“São iniciativas positivas para tornar a Companhia mais sustentável e o Porto mais eficiente, mas demandarão um esforço adicional de caixa e consequente reequilíbrio econômico-financeiro”, destacou Mingoni.

Tudo sobre: