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Terça-feira

22 de Janeiro de 2019

Antaq autoriza demolição de armazém de terminal graneleiro no Porto de Santos

Obra integra projeto de ampliação da capacidade operacional da instalação, localizada no Corredor de Exportação

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor, autorizou a demolição do Armazém XLII (42 externo), que fica no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, no Porto de Santos. O galpão integra o Terminal Exportador de Santos (TES), e a obra faz parte do projeto de ampliação da capacidade de movimentação anual da unidade portuária, de 2,5 milhões para 6,5 milhões de toneladas.

O TES é uma joint-venture das empresas Louis Dreyfus Company (LDC) e Cargill Agrícola. No total, a previsão de investimentos na modernização do terminal é de R$ 400 milhões, e a expectativa é de que a instalação esteja operando com sua nova capacidade em quatro anos.

Segundo a empresa, o projeto prevê a construção de 11 silos de concreto na área do Armazém 38, que está em fase final de demolição.

Os primeiros a serem construídos serão os de número 5 e 6, que estão em fase de estaqueamento para posterior elevação das paredes. Esses silos, com diâmetro de 25 metros e altura de 45 metros, são para armazenagem de farelo de soja.

Já o 42 externo deverá ser demolido a partir de 2022. A ideia é construir um pátio de caminhões, com capacidade para mais de 60 veículos, mitigando interferências viárias no recebimento das cargas. Enquanto isso, o Armazém XL (40 externo) será reformado.

“Nossa meta é garantir a excelência nos nossos serviços de escoamento portuário, constituindo-se um elo logístico essencial para a cadeia do agro negócio de forma segura, respeitando o meio ambiente e as comunidades”, informou o TES.

Também estão previstos investimentos com foco na otimização das operações, que garantirão melhorias na gestão ambiental do terminal portuário. Entre eles, estão a troca dos carregadores de navios (shiploaders) e a instalação de correias enclausuradas.

Os novos shiploaders vão reduzir a emissão de partículas durante as operações, e ainda aumentar a produtividade dos embarques. A poluição é uma das principais queixas da população que vive no entorno da região do cais, e um dos maiores conflitos na relação Porto-cidade.

Terminal

O TES movimentou, no ano passado, 1,7 milhão de toneladas de produtos como soja, milho e farelo. Em 2016, o volume foi de 597.070 toneladas.

Em dezembro de 2015, a Louis Dreyfus Company e a Cargill arremataram o lote STS 04, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, e passaram a operar no local, agora rebatizado como TES. O arrendamento da área, de 46,8 mil m², tem prazo de concessão de 25 anos, prorrogáveis por igual período.

Nesse leilão, o grupo se comprometeu a pagar um total de R$ 303,069 milhões pelo direito de outorga. Houve um outro lance, de R$ 5 milhões, ofertado pela Agrovia S/A.