Uma loja de automóveis e um restaurante foram autuados após a identificação de irregularidades no consumo de energia elétrica em Santos, no litoral de São Paulo. As ocorrências foram registradas durante ações realizadas pela CPFL Piratininga com apoio das Polícias Civil e Científica, após denúncias encaminhadas à concessionária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dois responsáveis pelos estabelecimentos foram conduzidos ao Distrito Policial (DP) para prestar esclarecimentos. Além disso, os imóveis tiveram o fornecimento de energia regularizado ou interrompido até que as adequações exigidas fossem realizadas. O primeiro caso foi registrado em uma loja de automóveis localizada no bairro Jabaquara. Segundo a distribuidora, a inspeção constatou uma ligação invertida entre a saída e a entrada da energia, além da ausência de lacres na caixa de medição e na tampa do borne. De acordo com a CPFL, o estabelecimento já havia sido autuado anteriormente por práticas semelhantes em 2021 e 2025, caracterizando reincidência. Já no Centro de Santos, um restaurante localizado na Praça Visconde de Mauá também foi alvo da operação. No local, os técnicos identificaram manipulação nas ligações do medidor de energia, consumo incompatível com a carga instalada e substituição irregular do equipamento de medição. Diante das irregularidades, o fornecimento de energia do imóvel foi interrompido até que o padrão de entrada seja reformado e regularizado. Crime previsto em lei O furto de energia, popularmente conhecido como "gato", é considerado crime no Brasil. A legislação prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvem fraude, como adulteração de medidores ou instalação de dispositivos para desvio de energia, as punições podem ser ampliadas conforme as circunstâncias do caso. Além das consequências criminais, os responsáveis também ficam sujeitos à cobrança retroativa da energia consumida e não registrada, além de sanções administrativas. Mais de 280 irregularidades identificadas Dados da CPFL Piratininga apontam que apenas nos três primeiros meses de 2026 foram registradas 829 denúncias de possíveis fraudes e furtos de energia em Santos. Nesse período, foram confirmadas 282 irregularidades, resultando na recuperação de 322.363 quilowatts-hora (kWh) de energia. Em toda a Baixada Santista, o balanço do trimestre contabilizou 1.096 denúncias, 331 irregularidades constatadas e recuperação de 454.538 kWh. Segundo especialistas do setor elétrico, além de representar crime, as ligações clandestinas colocam em risco a segurança da população, aumentam a possibilidade de acidentes e podem comprometer a qualidade do fornecimento para os demais consumidores.