Suspeito é investigado por envolvimento na morte de Maria Eduarda (Polícia Civil/ Reprodução) Um homem de 39 anos foi preso na última sexta-feira (22), indicado como uma das lideranças de uma organização criminosa de Guarujá, no litoral de São Paulo. As investigações apontam que o suspeito também participou da tortura e execução da jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ação aconteceu durante o cumprimento de mandado de prisão temporária, no curso de investigações sobre homicídio praticado no “tribunal do crime”, prática associada a facções criminosas. O homem foi capturado na residência dele. As investigações apuraram que ele seria o responsável por determinar a execução de integrantes de facções rivais, como o caso de Maria Eduarda. Conforme a Polícia Civil, o investigado foi conduzido à cadeia, permanecendo à disposição da Justiça. As investigações seguem para esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos Relembre o caso Maria Eduarda desapareceu na madrugada de 2 de janeiro deste ano, após ser levada de um churrasco em Guarujá. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi sequestrada por integrantes de uma facção criminosa e levada para uma área dominada pelo grupo. As investigações apontam que ela foi submetida a um “tribunal do crime” – prática ilegal em que organizações criminosas julgam e executam pessoas consideradas inimigas. A suspeita é de que Maria Eduarda tenha sido morta pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) por supostamente ter ligação com o Comando Vermelho (CV). Apesar da conclusão de que a jovem foi executada, o corpo dela ainda não foi localizado. Prisões Além do homem preso na sexta, Adadilton Candido da Silva Barreto, conhecido como carrasco do PCC, foi preso no dia 14 de abril por envolvimento no caso. No dia 19 de fevereiro, outras quatro pessoas foram presas – três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21. Entre eles, segundo a polícia, estão um integrante de facção apontado como participante direto do crime, um motorista de aplicativo que teria auxiliado no transporte dos suspeitos e um casal que teria ajudado a ocultar pertences da vítima. A investigação indica que a motivação do crime estaria relacionada a publicações feitas por Maria Eduarda nas redes sociais, nas quais ela aparecia com símbolos, menções e imagens associadas ao CV. Natural de Curitiba (PR), a jovem havia se mudado para Guarujá cerca de três meses antes do desaparecimento. O último contato com a família ocorreu em 2 de janeiro. No dia seguinte, parentes receberam mensagens informando que ela havia sido levada por criminosos. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, que segue com as investigações para localizar o corpo da vítima e prender os demais envolvidos.