Os investigados deverão responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação) A Polícia Civil deflagrou na terça-feira (19) a Operação SP Advocacia Mais Segura para desarticular uma organização criminosa especializada no golpe do falso advogado. A ação ocorreu em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e teve como alvo uma quadrilha que aplicava fraudes digitais no interior e litoral do Estado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Coordenada pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto, a operação cumpriu mais de 20 mandados judiciais, entre eles 10 de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e valores para ressarcimento das vítimas. Ao final da ação, 10 pessoas foram presas na Capital. Movimentação milionária Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou cerca de R\$ 10 milhões em apenas seis meses, entre outubro do ano passado e abril deste ano. A quadrilha utilizava nomes de advogados e falsas decisões judiciais para enganar vítimas em cidades do interior e do litoral paulista. Os investigados deverão responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Como funcionava O esquema funcionava por meio de uma central telefônica. Os criminosos entravam em contato com clientes que tinham ações judiciais em andamento e solicitavam transferências bancárias sob a falsa promessa de liberação de valores processuais. Em alguns casos, os investigados utilizavam tecnologia para reproduzir a voz real dos advogados. De acordo com a Polícia Civil, ao menos 12 pessoas já foram identificadas como vítimas do golpe do falso advogado. Um morador de São José do Rio Preto perdeu R\$ 35 mil após acreditar nas mensagens enviadas pelos criminosos. O delegado seccional de Rio Preto, Everson Aparecido Contelli, afirmou que o número de vítimas e o prejuízo total podem ser ainda maiores devido à possibilidade de casos sem registro oficial. Alcance nacional As apurações também indicam que a organização criminosa tinha atuação estruturada e alcance nacional, com indícios de vítimas em outros estados. Segundo a investigação, uma das presas teria movimentado mais de R\$ 3 milhões em contas bancárias sem comprovação da origem lícita dos recursos. A operação mobilizou 70 policiais civis e 25 viaturas em cidades do interior, capital e litoral de São Paulo. O trabalho foi coordenado pelo Centro de Inteligência Policial da Polícia Civil de Rio Preto, que agora busca reunir provas para vincular o grupo aos registros do golpe do falso advogado contabilizados na região.