Policiais apreenderam cinco receituários médicos em branco — todos assinados e carimbados —, além de um notebook, um celular e quatro carimbos médicos (Divulgação/ Polícia Civil Deinter-6) Um enfermeiro de 39 anos foi preso em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (3), acusado de falsificar receituários médicos e adquirir irregularmente medicamentos controlados. Entre os remédios estavam substâncias psicotrópicas sujeitas a controle especial. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, a prisão é resultado de uma investigação intensa conduzida pela equipe da unidade local. Após receber uma denúncia formal, os agentes passaram a monitorar a conduta do enfermeiro e, ao longo dos últimos meses, reuniram provas que apontam para a compra de cerca de 6 mil comprimidos mediante uso de receitas médicas falsificadas. Durante investigações preliminares, foram apreendidos 119 receituários suspeitos em quatro farmácias da cidade. Mesmo após a abertura do inquérito policial, o investigado continuou tentando adquirir os medicamentos de forma irregular, o que levou à intensificação da fiscalização na região. Com base nas provas reunidas, o delegado responsável representou pela expedição de mandado de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar, ambos deferidos pela Justiça. Enfermeiro não resistiu e confessou Na manhã desta sexta-feira, o enfermeiro foi localizado em sua residência, onde não resistiu à abordagem policial. No imóvel, os agentes apreenderam cinco receituários médicos em branco — todos assinados e carimbados —, além de um notebook, um celular e quatro carimbos médicos. O material foi encaminhado à perícia técnica para análise. O suspeito confessou os crimes investigados, incluindo a falsificação dos documentos e a compra irregular dos medicamentos. Após os procedimentos legais, ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública de Registro, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar possíveis coautores e apurar se houve comércio ilegal dos medicamentos adquiridos.