Ednei trabalhava no Corpo de Bombeiros de Apiaí e matou a ex-companheira, Josilene, e os dois filhos dela (Reprodução) O bombeiro Ednei Antônio Vieira, preso por assassinar a ex-companheira e os dois enteados a tiros em Apiaí, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, irá a júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento está marcado para o dia 26 de novembro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os crimes ocorreram em maio de 2024. Na ocasião, Ednei assassinou a ex-companheira, a professora Josilene Paula da Rosa, de 39 anos, e seus dois enteados – Arthur Franco Rodrigues, de 12 anos, e Gabriel Henrique da Rosa Miranda, de 20. O feminicídio foi motivado pelo fato de o bombeiro não aceitar o término do relacionamento com a vítima, morta na frente dos filhos, assassinados em seguida para que não denunciassem o crime. Conforme a decisão do juiz Gustavo Celeste Ormenese, responsável pelo processo, Ednei será julgado pelos crimes de feminicídio, duplo homicídio e furto qualificado, já que, após matar a ex-companheira e os enteados, furtou o celular de Josilene. Para A Tribuna, o advogado Gustavo Henrique Pires afirmou que os representantes legais do bombeiro não se manifestariam neste momento, mas que “a realidade dos fatos será comprovada pela defesa no momento oportuno”. Relembre Josilene e os filhos foram mortos na noite de 16 de maio de 2024 em uma casa localizada na Rua Joaquim Fogaça de Almeida, no bairro Santa Bárbara. Na ocasião, vizinhos escutaram uma briga entre Ednei e Josilene, durante a qual a mulher dizia que o relacionamento havia acabado. Cerca de uma hora depois, o bombeiro teria voltado e feito sete disparos. Após o crime, o homem fugiu de carro, mas bateu o veículo em uma mureta de metal na Rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado, próximo à cidade de Guapiara. O bombeiro teria abandonado o veículo no local. Ele foi preso cinco dias depois, quando se apresentou espontaneamente acompanhado de advogados no 1º Distrito Policial (DP) de Itapeva, a aproximadamente 80 km de distância de Apiaí. Após ser preso, Ednei foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Arma do crime foi furtada A pistola usada no crime, uma Glock .40, havia sido furtada por Ednei, que ludibriou um outro militar para conseguir retirar o armamento de um quartel. Em depoimento à Polícia Civil, o militar, que estava na sala onde a arma estava guardada, relatou que Ednei estava de folga, mas teria ido ao quartel por volta das 21h, alegando que iria retirar seu nome de uma escala. Ednei conversou com o colega por alguns minutos e saiu dizendo que compraria açaí. Minutos depois, o autor do crime retornou, entregando o alimento ao militar, que deixou a sala para guardá-lo na geladeira. Nesse momento, o bombeiro ficou sozinho na sala onde estava a arma e se aproveitou da distração para levar a pistola. Por isso, além de homicídio e feminicídio, o caso foi registrado como peculato.