O Pix foi realizado por atendente do IML de Santos; segundo a polícia, ele usou celular de homem falecido para a transação (Raimundo Rosa/ PMS e Reprodução) Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (8). A medida foi cumprida após a Justiça expedir mandado de prisão preventiva do investigado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o atendente é acusado de utilizar indevidamente o celular de um homem falecido para realizar uma transferência bancária e, posteriormente, danificar o aparelho. O caso veio à tona após a viúva do homem procurar a Polícia Civil e relatar uma movimentação financeira na conta do marido, morto em 15 de maio. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher constatou que um Pix de R\$ 7 mil foi realizado às 6h49 no dia do falecimento do marido. Conforme o registro policial, a transferência ocorreu quando o homem já estava morto. A viúva relatou ter identificado como beneficiário do Pix Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 37 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ao pesquisar o nome do destinatário, a mulher verificou que ele seria funcionário do Instituto Médico Legal de Santos. Ainda conforme o relato, o homem que morreu foi encontrado durante a madrugada na Avenida Mário Covas e encaminhado ao IML. A família conseguiu obter informações sobre o caso apenas pela manhã e realizou o reconhecimento do corpo por volta das 11h. Celular danificado A viúva também informou à Polícia Civil que o celular do marido foi devolvido à família danificado. Ao acessar o aparelho, ela percebeu a ausência de mensagens e arquivos de mídia no WhatsApp. O boletim registra ainda que a última atividade visualizada no celular ocorreu às 8h22 do dia da morte, horário posterior ao falecimento. A ocorrência foi inicialmente registrada no 3º Distrito Policial de Santos e encaminhada à Corregedoria. Segundo a SSP-SP, o órgão apura a suposta prática dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios. Em nota, a pasta informou que, de acordo com os elementos reunidos até o momento, o investigado teria utilizado o aparelho celular da vítima para realizar a transferência bancária e depois danificado o equipamento. A SSP-SP acrescentou que não compactua com desvios de conduta e que também adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis. A Tribuna tentou localizar a defesa de Daniel Nathan Ribeiro Andrade, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para um posicionamento.