O aluno de 7 anos ficou com marcas no braço e arranhões no pescoço (Arquivo pessoal) A autônoma Brendha Souza Santiago, de 26 anos, denunciou que o filho, de 7 anos, estudante da rede municipal de São Vicente, foi agredido por uma funcionária terceirizada dentro da escola onde estuda. O caso aconteceu na quarta-feira (23), durante um episódio de crise do aluno em sala de aula. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a mãe, a agressão foi cometida por uma funcionária da empresa terceirizada que atua como controladora de acesso na escola. O menino, que está em investigação para diagnóstico de autismo, ficou nervoso durante uma crise. A funcionária, ao abordá-lo, teria segurado o garoto com força excessiva, deixando marcas no braço e arranhões no pescoço. “Ela segurou ele muito forte no braço, ficou a marca da unha, e no movimento acabou arranhando também o pescoço”, relata Brendha. O incidente aconteceu próximo ao horário de saída do colégio. Quando os pais chegaram para buscar o estudante, o menino já estava na secretaria da escola. A mãe afirma que a direção da escola preferiu omitir o nome da colaboradora. Devido à falta de informações, Brendha acionou a polícia ainda no local. Uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) foi ao colégio e o boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. No dia seguinte, o menino passou por exame de corpo de delito. O caso também foi encaminhado para o Conselho Tutelar e para o Ministério Público. Brendha critica a falta de preparo dos profissionais para lidar com crianças atípicas. “Me senti desamparada. Falta empatia, paciência e preparo para lidar com esses momentos de crise”, afirma. No boletim de ocorrência (BO) obtido por A Tribuna, os guardas civis municipais foram acionados para atender à denúncia de agressão da criança na Escola Municipal Luiz Pinho de Carvalho Filho. Ao chegarem, encontraram os pais relatando que o menino apresentava arranhões no braço direito e no pescoço, atribuídos a uma colaboradora terceirizada da escola. No documento, também consta que a diretora da unidade de ensino tomou conhecimento do episódio da suposta agressão apenas por meio do relatório da própria funcionária envolvida no episódio, que alegou que a criança ficou ferida ao tentar contê-la durante um momento de agitação. Após o atendimento médico no Pronto-Socorro do Humaitá, a criança foi encaminhada à delegacia para registro do caso. Segundo o registro policial, apesar dos esforços dos agentes, não foi possível obter a identificação completa da funcionária. O caso foi encaminhado para o 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente. A Tribuna contatou a Prefeitura de São Vicente, para um posicionamento sobre o ocorrido. Em nota, a Administração Municipal, através da Secretaria de Educação (Seduc), informou que foi aberto processo de investigação e todas as partes serão ouvidas. Ainda segundo a Prefeitura, o aluno já teve diversas crises neste ano, "nas quais, durante esses momentos, bate nos outros e se agride. Na situação citada, a funcionária ajudou a contê-la para que não se machucasse. A escola atendeu os familiares e a funcionária foi afastada até que tudo seja apurado".