EDIÇÃO DIGITAL

Domingo

22 de Setembro de 2019

Educação do Estado de São Paulo seleciona dirigentes

Há 34 vagas em São Paulo, após a exoneração de gestores. Processo seletivo vai até o próximo dia 28

A Secretaria de Educação de São Paulo realiza até o dia 28 inscrições para profissionais da rede interessados em ocupar 34 vagas de dirigente de ensino. Na quase totalidade dos casos, os cargos ficaram vagos com a exoneração de gestores que, depois de uma análise de desempenho realizada pela Secretaria, não preencheram os requisitos estabelecidos e voltarão a ocupar seus cargos de origem ou outra função na rede.

Sob o comando do ex-ministro da Educação, Rossieli Soares, a pasta exonerou quase 30% dos dirigentes das 91 diretorias espalhadas pelo Estado. 

À frente das escolas estaduais da Baixada Santista, permanecem o professor João Bosco Arantes Braga Guimarães – na diretoria de Santos – e a professora Regina Cátia Spada Lourenço dos Santos – na de São Vicente.

Processo

O processo seletivo do projeto Líderes Públicos acontece até dia 28 de junho e é feito apenas pelo site da Secretaria de Educação do Estado. Entre as 34 vagas, há seis para diretorias de ensino da Capital e também para cidades da Grande São Paulo como Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco e Suzano. As outras estão espalhadas por cidades do interior como São José dos Campos, São Roque e Araraquara. 

Resiliência

O estilo de seleção que afastou os antigos dirigentes é o mesmo que escolherá os novos. Conforme a Secretaria, o objetivo é encontrar lideranças com competências como resiliência e tomada de decisões. 

O processo em si é composto por sete etapas: análise do currículo, teste de perfil, entrevista por competência, entrevista com especialista e uma última entrevista que será realizada pelo próprio secretário Rossieli Soares.

A seleção faz parte do programa Líderes Públicos que, segundo a Secretaria, tem o objetivo de profissionalizar a gestão das pessoas da rede.

Na Baixada Santista, de forma recorrente, os dirigentes apontam a frequência escolar como um desafio a ser vencido, já que coloca em risco o desempenho dos estudantes e pode ser uma porta para a evasão escolar.