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Terça-feira

11 de Dezembro de 2018

Desafio no segundo dia do Enem, Matemática teve dificuldade média, dizem professores

Especialistas ouvidos por A Tribuna On-line avaliaram o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio

Consideradas um verdadeiro desafio para os estudantes que participaram do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem,) as questões de Matemática foram avaliadas como de nível médio por especialistas ouvidos por A Tribuna On-line. Em todo o País, cerca de 4 milhões de alunos realizaram as provas neste domingo (11) e tiveram meia hora a mais para responder a todas as perguntas, que envolviam também Ciências da Natureza - Biologia, Física e Química.

O professor de Matemática Ademar Celedônio, diretor de ensino do Sistema Ari de Sá (SAS), plataforma de educação que oferece serviços para todo o País, avaliou a prova como equilibrada, mas com uma quantidade de contas maior do que no ano passado. Segundo ele, a diversidade de conteúdio também marcou a edição deste ano do Enem.

'Geomatria plana, por exemplo, cai, mas este ano, foi menos. Tivemos ainda duas questões abordando algoritmo, o que é uma tendência, mas as matrizes chamaram a atenção. Pela segunda vez tivemos essa abordagem. Não é um conteúdo complexo, mas contextualizar não é fácil. Utilizaram uma situação de transferência bancária, uma maneira belíssima e real de abordar''.

Ercole Pellicano Neto, professor do Colégio Objetivo, destacou as questões envolvendo Estatística Básica, Análise Combinatória e visão espacial na Geometria, frisando a existência de gráficos e uma questão de Trigonometria. ''Proporções e razões foi um tema bem presente''.

Na área de Química, Michel Henri, professor do SAS, também considerou nível médio de dificuldade. ''De 19 questões, três apresentaram cálculo, o que é uma novidade em se tratando de Enem. E aumentaram as questões consideradas fáceis''. Ele destacou as abordagens de reações orgânicas e eletroquímica, que exigiram um conhecimento elevado do estudante. 

Robério de Paula Lima Filho, docente de Química do Objetivo, considerou o nível de dificuldade um pouco maior do que nos anos anteriores. ''Uma das questões abordava o tema hibridação, muito raro nas provas do Enem. A parte de termoquímica manteve a tendência de exigir que o candidato analisasse a relação entre matéria e energia, em uma bela questão envolvendo os carros Flex''. 

A área de Biologia apresentou nível médio na maioria das questões. ''Nada de novidade. Prova elaborada observando contextualização de temas abordados reiteradas vezes em sala. Mas, dentro da proposta do Enem, a prova é absolutamente irretocável; atinge sua finalidade, afirmou o professor Marcos Andrade da Fonseca, do Objetivo.

Para Marcos Moriggi, professor de Biologia do SAS, a prova não apresentou surpresa, mas a exceção foi a questão que abordou citologia. Segundo ele, exigiu conhecimento específico ao pedir que o aluno aplicasse o problema envolvendo um pesquisador que selecionava o melhor tipo de célula para atender à produção de um determinado hormônio.

Em Física, a professora Crisrtiane Batistela, do Objetivo, destacou que o candidato precisou relacionar situações do cotidiano ao que foi ensinado em sala de aula. ''Como a questão que tratava o daltonismo, sendo necessária a interpretação gráfica para a resolução.  Questões de corrente elétrica, energia, potência foram assuntos trabalhados''.

Vasco Vasconcelos, professor de Física do SAS, destacou a questão que abordou o magnetismo. ''Não é um assunto familiar para o Ensino Médio. Exigiu interpretação de gráfico e texto. Mas, de forma geral, foi de nível médio para fácil''.