Notícias frequentes de paralisação de obras públicas em Santos fizeram o vereador oposicionista Rui De Rosis Junior (PL) apresentar um requerimento à Prefeitura para que informe quantas tiveram contratos rescindidos nos últimos cinco anos por um destes motivos: inexecução contratual, abandono de obra, atraso injustificado e/ou descumprimento de obrigações acertadas. Além dos motivos das quebras contratuais nesse período, quer saber, por exemplo, quais eram as obras, a empresa contratada, o valor original, quanto se tinha concluído do serviço quando a rescisão ocorreu e a situação atual dos trabalhos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A execução regular e tempestiva conclusão de obras públicas constitui obrigação essencial da Administração Pública, especialmente diante dos elevados valores empregados em contratos de infraestrutura custeados com recursos do contribuinte”, justificou De Rosis. Em outra frente, o vereador Fábio Duarte (PL) questiona como está o entendimento entre a Prefeitura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a respeito de possíveis linhas de financiamento para o reaprumo de prédios inclinados na Cidade. Quer saber quais são as formas de custeio analisadas, se haverá um programa municipal para apoio técnico a condomínios e se ocorrerão audiências públicas sobre o tema. Sem cobrança O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD), de Santos, sabe que não se pode proibir a atividade de guardador de carros, regulamentada por lei federal. Então, adota outra estratégia em um projeto de lei: vedar a cobrança de “taxa, doação, contribuição ou recompensa financeira por pessoas não autorizadas pelo Poder Público” para reservar vaga ou vigiar veículos. Ostensivamente Banha pensa que será possível coibir tentativas de extorsão fazendo com que a Guarda Civil Municipal e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) façam monitoramentos preventivo e ostensivo. Como a coluna noticiou ontem, outra proposta sobre flanelinhas apresentada durante a semana foi do vereador Adriano Catapreta (PSD), para que só se aceite pagamento por Pix. Emendas A deputada estadual Ediane Maria (PSOL) estará em São Vicente e Santos neste domingo (24). Anunciará a liberação de R\$ 850 mil em emendas parlamentares — R\$ 430 mil para saúde e R\$ 420 mil para cultura. Segundo sua assessoria, também serão entregues à região 15 toneladas de alimentos orgânicos a feiras solidárias, em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. Visitas Entre os compromissos de Ediane, estarão a inauguração de uma cozinha solidária no México-70, em São Vicente, e uma visita à Policlínica da Caneleira, em Santos. Rei posto Na quinta, o Democracia Cristã (DC) abriu processo para expulsar o presidenciável Aldo Rebelo. E o presidente da legenda em Santos, Elton dos Anjos, emitiu nota de “total e irrestrito apoio à pré-candidatura de Joaquim Barbosa” ao Planalto. (Alexsander Ferraz/AT) Água quente Ao se acomodar para a entrevista que concedeu ao Grupo Tribuna, na sexta-feira (22), a deputada federal e pré-candidata ao Senado Marina Silva (Rede, foto) pediu um copo de “água quente”. Não “sem gelo”: quente mesmo. Não acreditou Há cerca de 15 anos, ela teve dor em um nervo ciático. Foi a um médico, que lhe recomendou beber água quente contra a dor. Marina desdenhou da orientação. Tempo depois, viajou ao exterior e sofreu uma nova crise. Virou ritual A deputada se lembrou do conselho médico. À recepção do hotel, pediu água quente, bebeu, pôde dormir e, ao acordar, nada de dor. Virou ritual, que repete pelo menos uma vez por semana. Senão, o incômodo volta. Indagar e escolher Marina Silva considerou possível que o próximo Congresso seja mais alinhado às políticas do atual Governo. Acha que “a sociedade tem sofrido sucessivas derrotas” e poderá se perguntar “se gostaria de pagar mais impostos ganhando até R\$ 5 mil” e escolher quem tem “compromisso com o desenvolvimento e a proteção ambiental”.