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Quarta-feira

16 de Outubro de 2019

MP investiga fraude em concurso público para a Polícia Civil

Inquérito busca verificar ocorrência de vazamento de informações e favorecimento a candidatos durante a realização das provas dissertativa ou oral

O Ministério Público do Estado investiga denúncias de irregularidades e fraudes em concurso público que visa contratar profissionais para os cargos de escrivão e investigador da Polícia Civil de São Paulo.

Foram nove representações. O inquérito busca verificar a ocorrência de vazamento de informações e favorecimento a candidatos durante a realização das provas dissertativa ou oral.

Se as acusações forem confirmadas, o MP entrará com ação civil que poderá resultar no cancelamento do concurso. A Polícia Civil foi notificada e tem 30 dias para responder aos questionamentos.

Entenda

O processo de seleção ocorreu ano passado. De acordo com o MP, teria havido divulgação antecipada da data oficial para a prova dissertativa por pessoa que participava da organização e elaboração da segunda fase.

Conforme a denúncia, havia excursão com hotel e hospedagem marcada para 26 de agosto de 2018. A data para o exame, no entanto, ainda não tinha saído oficialmente. O MP recebeu uma cópia da conversa de um professor da Academia de Polícia (Acadepol), convocado para trabalhar na prova, falando da data.

Também houve denúncias sobre falta de sorteios referentes aos temas formulados para questões orais, o que deixou os candidatos “sujeitos ao arbítrio dos examinadores”.

Cerca de 27 mil pessoas se inscreveram às 800 vagas de escrivão. O concurso está em fase de homologação. Já para investigador, foram 600 postos e 38,9 mil interessados. Essa seleção está na fase de convocação para prova oral.

Respostas

A Fundação Vunesp, responsável pelo concurso, informou que não pode se pronunciar por “força de contrato”. Já a Secretaria de Estado da Segurança Pública destaca que os concursos da Polícia Civil são seguros e regras como a gravação da prova oral impedem qualquer fraude.

A pasta garante que responderá aos questionamentos do MP e diz prezar “pela lisura e transparência durante os certames”, não compactuando com desvios de conduta e “sendo a primeira a investigar irregularidades”.