[[legacy_image_261008]] A carreira no serviço público segue atraindo muitos interessados. A união de estabilidade, bom salário e chance de ascensão profissional formam uma combinação perfeita. É o caso do concurso aberto até 5 de maio pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para escrevente técnico judiciário. São 60 vagas com salário de R\$ 5.480,54 e Ensino Médio completo como escolaridade. A prova será em 2 de julho. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O escrevente é essencial para todo o funcionamento do Tribunal de Justiça, pois é ele quem dá andamento aos processos judiciais, autua todos os documentos e provas no processo e que realiza o atendimento de partes e advogados nos fóruns. É uma função de muita responsabilidade e importância para a sociedade”, explica Mariana Pena Rodrigues Coelho. Em dezembro de 2012, a santista prestou concurso para escrevente na Capital e tomou posse em julho do ano seguinte. Um ano depois, Mariana conseguiu remoção para a Cidade, já no cargo de assistente judiciário do TJ-SP. Ela também é professora de cursinhos para concursos e coautora do livro Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Editora Rideel). “Quando você é nomeado como escrevente, existem algumas outras funções que você poderá exercer. Um exemplo sou eu, que atuo como assistente judiciário, pois tenho formação em Direito, mas ainda existem as funções de chefia nos cartórios e de coordenação, cada qual com suas particulares e com acréscimo nos vencimentos. Caso o candidato, ao entrar no serviço público, tenha formação em Ensino Superior, pós-graduação, mestrado ou doutorado, ele recebe um adicional de qualificação, além de seu salário”, explica Mariana. Somente neste ano o TJ-SP lançou dois concursos para o cargo: o primeiro, com provas agendadas para 28 de maio, e o que está em curso. As 60 vagas oferecidas agora são para Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Osasco, Mogi das Cruzes e Itapecerica da Serra. No entanto, o número pode não ser exatamente esse. “Essa quantidade se refere apenas às vagas previstas no edital, sendo que, na prática, o número de candidatos aprovados é maior do que esse. Exemplo disso é o último concurso realizado em 2021, cujo edital previa 400 vagas para a Capital e até hoje (ontem) totalizou 1.335 candidatos nomeados apenas para a Capital. Esse número já demonstra a necessidade de novos funcionários no Tribunal”, explica a professora. Dicas Apesar disso, o foco e a dedicação total aos estudos são essenciais para que o candidato atinja a nota de corte na primeira fase e fique na lista de aprovados. A prova é dividida em três blocos: o primeiro de Língua Portuguesa, o segundo de conhecimentos em Direito, e o terceiro conta com Atualidades, Matemática, Informática e Raciocínio Lógico. “A dica é: pegar cada uma das matérias e dividi-las ao longo da semana, de forma a possibilitar que até a data da prova o candidato consiga passar por todos os assuntos cobrados no edital. Sugestão: segunda – Língua Portuguesa e Informática, terça – Direito Processual Civil e Normas da Corregedoria, quarta – Direito Administrativo e Direito Constitucional, quinta – Matemática e Atualidades, sexta – Direito Processual Penal e Direito Penal, sábado – revisão das matérias estudadas ao longo da semana e mais resolução de questões, domingo – realização de simulados quinzenais. Isso ajudará o candidato a entender o ritmo em que precisará resolver as questões na prova”, sugere Mariana. Foi a forma utilizada pela própria professora quando aprovada no concurso em questão. Mariana também ressalta ser essencial que o candidato resolva muitas questões de todas as matérias. Já o número de horas para estudo de cada matéria dependerá de cada um. "Se possuir duas horas todos os dias para estudar, divida uma hora para cada matéria e considere ao menos 10 minutos todos os dias para resolver questões", recomenda. A professora afirma que o nível de dedicação dos estudos é que conduzirá o interessado ao sucesso. "Não há milagre. O candidato pode conversar com qualquer aprovado: o segredo é estudar, ter uma boa organização nos estudos (daí a importância da minha sugestão acima para divisão das matérias) e resolver muitas questões. Muito mais importante do que qualquer facilidade ou inteligência é o comprometimento com os estudos de cada candidato", completa. Os interessados no concurso para o cargo de escrevente técnico judiciário têm de acessar o site www.vunesp.com.br para fazer a inscrição. O custo é de R\$ 81,00. DicasMartha Vergine, especialista em técnica de estudo e estratégia emocional para concursos, sugere: - Não estudar para vários concursos ao mesmo tempo. Para aumentar a chance de passar em um concurso, é ideal definir um objetivo principal e se tornar especialista daquele edital: conhecer quem organiza, fazer as perguntas, pegar provas anteriores, ver como são exigidos os assuntos e pesquisar a nota de corte dos últimos concursos; - Uma apostila de banca não é suficiente para passar em um concurso. Cada pessoa tem sua agenda e ver que terá que dedicar uma boa parte do seu tempo disponível para estudar quase todas as matérias do edital dentro da mesma semana, se possível; - Não estudar uma matéria por vez, mas todas ao mesmo tempo, para ter conhecimento de todas as disciplinas; -Ninguém começa estudando muitas horas. A cadência tem que ser aumentada com o tempo; - Estudar tem três etapas: input, processamento e output. A primeira é como a pessoa pega o conteúdo; a segunda é como ela aprende, processa a informação no cérebro e guarda a informação estudada; a terceira é como ela põe no mundo real questões, provas e simulados.