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Segunda-feira

24 de Junho de 2019

Sociedade de Cardiologia alerta para os riscos do vício no Dia Mundial Sem Tabaco

Data instituída pela OMS é comemorada na sexta-feira (31)

O Dia Mundial Sem Tabaco é comemorado nesta sexta-feira (31). Aproveitando a data, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) faz um alerta para informar a população de que o tabagismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares e o maior fator de mortes evitáveis em todo o mundo.

A data foi criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para alertar a população e difundir a importância de se abandonar o vício de fumar. No Brasil, as atividades de conscientização sobre os perigos do tabaco são coordenadas pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde.

O presidente da Socesp, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, enfatiza que, além das complicações cardiovasculares e respiratórias, o tabagismo afeta a economia nacional. Um estudo do Ministério da Saúde revela que o Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões devido ao consumo de cigarros e outros derivados do tabaco. Ao todo, são R$ 39,4 bilhões relativos a custos médicos diretos, e R$ 17,5 bilhões indiretos, como a perda de produtividade provocada pela morte prematura ou incapacitação de trabalhadores.

Intitulada "O Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e impostos", a pesquisa revela as doenças relacionadas ao tabaco que mais causaram despesas em 2015. Nos sistemas de saúde público e privado, foram as doenças cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica, cânceres diversos e pneumonia.

Além disso, muitos não fumantes são afetados pelo tabagismo passivo, quando aspiram a fumaça do cigarro de terceiros. Em 2015, o tabagismo provocou 156.216 mortes no Brasil e cerca de 12% dos óbitos de indivíduos com mais de 35 anos.

Os perigos do cigarro

O presidente da Socesp explica que o tabaco agride a parede de células que recobre os vasos sanguíneos, chamada endotélio. O cigarro também afeta o mecanismo de contração e relaxamento das artérias, dificultando a circulação sanguínea. Além disso, é capaz de acelerar a oxidação do colesterol e contribui para a formação da placa de aterosclerose, uma das grandes causas do infarto.

José Francisco alerta, ainda, para o risco da associação do tabaco com a pílula anticoncepcional. Isso aumenta o risco de acidente cerebral vascular, o derrame, nas mulheres.