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Domingo

22 de Setembro de 2019

Socializar ajuda na prevenção de doenças na Terceira Idade

Manter aprendizado é essencial para saúde

Evitar o isolamento social e praticar atividades cognitivas é de extrema importância para o idoso e pode reforçar o cérebro contra doenças, incluindo o Alzheimer. “A socialização é muito importante na prevenção de quadros de depressão e até de demência. O idoso que tem uma rede social ampla tem menos chance de ter essas doenças. Infelizmente, alguns vivem em isolamento, em solidão”, destaca o médico geriatra Weldon José Rosa Lima, que tem especialização em Psicogeriatria, é presidente do Departamento de Geriatria e Gerontologia da Associação Paulista de Medicina (APM) em Santos e atua no Plano de Saúde Santa Casa.

Participar de clubes, centros de convivência, praticar exercícios em grupo, aprender outros idiomas e instrumentos musicais são exemplos de atividades que ajudam. “É extremamente importante do ponto de vista de cognição, memória e prevenção de quadros psiquiátricos”, diz o geriatra.

Pesquisas

Levantamentos internacionais mostram que, além do relacionamento social e das atividades cognitivas, a atenção com o corpo também é fundamental para prevenir demências. Alimentação adequada, atividade física constante e controle de doenças crônicas são fatores determinantes. Um mal que precisa ser controlado, por exemplo, é a pressão alta.

"Um estudo americano para determinar o que seria preventivo para doença de Alzheimer concluiu que o controle da hipertensão é efetivamente um fator que pode prevenir o aparecimento de demência, especialmente Alzheimer. Um dos fatores que podem precipitar a doença é uma hipertensão arterial mal controlada”, explica.

Entre outros hábitos para manter o cérebro jovem, o geriatra destaca a moderação no consumo de bebidas alcoólicas, não fumar, evitar traumas cranianos, cuidar do sono e controlar o estresse.

Envelhecimento da população

Os males que atingem os idosos estão cada vez mais presentes no mundo por causa do envelhecimento da população. A história explica: no ano de 1.900 a expectativa de vida no Brasil não passava muito dos 33 anos. Hoje, a média é de 75 anos, mas há muitos idosos com vida longa, chegando a 100 anos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em 2000 a população idosa com mais de 60 anos era de 14,5 milhões de pessoas. Hoje, ultrapassa os 29 milhões e a expectativa é de que, até 2060, suba para 73 milhões, um aumento de 160%.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera um país envelhecido quando 14% da sua população possui mais de 65 anos. O Brasil chegará lá bem rápido, em 2032, quando 32,5 milhões de pessoas terão 65 anos ou mais.