Paraná anuncia acordo para fabricar vacina da Rússia contra Covid-19

Parceria pode ser confirmada nesta quarta-feira (12), apesar de comunidade internacional ver o imunizante russo com ressalvas

Com mais de 93,1 mil casos e 2.370 mortes pelo novo coronavírus, registrados nesta segunda-feira (10) o Paraná aposta no novo imunizante desenvolvido na Rússia para conter a escalada de contaminação pela Covid-19. O governo do Estado anunciou, na manhã desta terça-feira (11), acordo com o laboratório estatal russo para produzir a vacina Sputnik V.  

A informação foi divulgada horas depois de o Kremlin revelar que o teste imunológico mostrou eficácia e segurança da fórmula. O medicamento é o primeiro no mundo a receber autorização de produção em larga escala, apesar de desconfiança de especialistas mundiais. 

O convênio deve assinado pelo governador Ratinho Júnior (PSD) e o embaixador da Rússia, às 14h de quarta-feira (12). A parceria prevê que o Paraná poderá fazer testes, produzir e distribuir a vacina.  

Esse será o terceiro candidato a um imunizante contra o novo coronavírus em fase de testagem no Brasil. Antes, São Paulo firmou acordo com uma gigante chinesa – que já iniciou a aplicação das doses em voluntários – e, o governo Federal, com os estudos feitos em Oxford, no Reino Unido.  

Segundo o governo paranaense, o passo seguinte à assinatura do acordo é o compartilhamento do protocolo russo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão federal precisa liberar essas etapas. Ainda não foi informado sobre data para início da aplicação das doses. “Cada passo no seu momento adequado, não podemos queimar etapas”, disse ao G1 o presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, presidente.  

Vacina russa  

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que que o primeiro país é o mundo a registrar uma vacina contra o novo coronavírus nesta terça-feira (11). Mesmo com o anúncio, especialistas internacionais questionam a pesquisa porque não há publicações científicas sobre sua eficácia.  

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina russa ainda estava na fase inicial do processo. Para desenvolver uma imunização, são necessárias três etapas.   entidade declarou que a Rússia "não precisa de sua aprovação" para registrar a vacina, e que precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e segurança da imunização para aprová-la. 

 

* Com informações do G1

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