OMS derruba restrição para uso do ibuprofeno

Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que não há contraindicação para a utilização em pacientes com o novo coronavírus

A busca por vacinas ou mesmo um remédio que possa curar a Covid-19 tem causado confusão e até correria nas farmácias. Uma das maiores polêmicas é usar ou não o ibuprofeno. Com base em novas pesquisas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que não há contraindicação para a utilização em pacientes com o novo coronavírus. 

O uso do ibuprofeno havia sido desaconselhado pelo ministro da Saúde da França, Olivier Veran, e reforçado, em um primeiro momento, pelo porta-voz da organização, Christian Lindmeier, no início da semana. “Na verdade, a substância tem sido usada na prescrição”, comenta Nicolle Queiroz, cardiologista e médica dos hospitais Albert Einstein e São Luiz. 

A posição oficial da OMS, agora, é de que a droga, assim como o paracetamol, pode ser usada contra a febre, como ocorre normalmente, em meio à pandemia da Covid-19. 

Outra polêmica diz respeito aos medicamentos que contêm cloroquina e hidroxicloroquina. Pesquisadores em todo o mundo investigam desde o início do ano se drogas já existentes podem também atuar contra a doença. No entanto, muitos pacientes correram às farmácias para comprar tais substâncias. 

Diante disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, na sexta-feira, exigir a apresentação de receita médica para liberar remédios à base das duas substâncias nas farmácias de todo o País. 

O medicamento é registrado no Brasil para tratamento de quadros de artrite, lúpus e malária e a agência temia que os pacientes ficassem sem remédio. 

No mesmo dia, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Brasil está fornecendo cloroquina para pacientes mais graves com Covid-19. “Já validamos, temos capacidade de produção, estamos produzindo e está na prateleira dos pacientes graves”.  

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