Norte-americana criada em Santos é vacinada contra a Covid-19: 'Foi emocionante'

Anna de Souza passou boa parte da infância na Baixada Santista e voltou para os Estados Unidos com 19 anos

Nascida em Nova York e criada em Santos, a brasileira de "coração" Anna de Souza, de 48 anos, foi uma dentre os milhares de norte-americanos que já conseguiram tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19. Para ela, receber o imunizante foi quase inacreditável. Em conversa com ATribuna.com.br, Anna conta como se sentiu após a imunização e quais são os planos para o futuro. 

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Anna veio para Brasil ainda pequena, com apenas sete anos, e se estabeleceu em Santos, onde morou no bairro do Embaré até completar 19 anos, quando decidiu retornar para os Estados Unidos, com o marido Maurício, que conheceu aos 15 anos. Nos Estados Unidos, a auxiliar administrativa mora em Delaware e trabalha em um hospital. Por isso teve a oportunidade de tomar a vacina. 

"Foi assim... meio emocionante até. Eu não estava esperando receber a vacina. Eles avisaram todos os associados (funcionários do hospital), mas pensei que primeiro seriam os médicos, os enfermeiros. De repente recebi um e-mail que deveria ser respondido bem rápido para garantir o lugar pra tomar a vacina", conta Anna.

Apesar de ser uma cidade pequena, a auxiliar administrativa conta que a cidade teve muitos casos durante a pandemia. Atualmente, são registrados entre quatro e cinco mortes todos os dias. Mesmo com o aparecimento de novos casos diários, Anna diz que a cidade possui testes de Covid-19 em diversos pontos, como escolas e farmácias, que podem ser feitos gratuitamente. Para ela, esta medida ajudou a controlar a disseminação da doença.

A primeira dose da vacina Pfizer foi aplicada em Anna no dia 23 de dezembro de 2020 e a segunda dose foi aplicada na terça-feira (12). Em relação aos sintomas, ela conta que só sentiu uma leve dor muscular no local, que é normal em qualquer vacina.

Cuidados 

Anna conta ainda que não sentiu medo de tomar a vacina e que agora espera que as três filhas e o esposo tomem logo. Apesar de já estar protegida, ela afirma que os cuidados continuam normalmente, como o uso de máscara e higienização das mãos. 

A americana também diz que a família mostrou otimismo e ficou feliz com a notícia, mas por enquanto foi a única a tomar o imunizante. Ela também espera que a vacina chegue logo ao Brasil, para poder rever os parentes com segurança, pois pretende voltar ao Brasil no segundo semestre de 2021. 

Ana mora nos Estados Unidos com as três filhas e com o marido. Foto: Arquivo Pessoal)

Com a imunização em massa, Anna espera que as pessoas tenham mais consciência da importância do cuidado coletivo e que continuem com todas as medidas de prevenção. "Eu acho que existe a esperança de que tudo voltará a ser como antes. Normal não vai ser por um bom tempo. Ainda vai demorar um pouco mais. Também espero que as pessoas tenham a consciência de se cuidar e cuidar do próximo. Que o mundo possa viver de novo e que a gente consiga dar aquele abraço que faz falta". 

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